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Emissoras de TV estrangeiras estão tendo que rever seus planos de transmissão da Copa do Mundo de 2014 no Brasil devido aos valores exorbitantes que estão sendo orçados por produtoras brasileiras, hotéis e pelo mercado imobiliário na hora de alugar uma sala para montar o escritório. Algumas estão mesmo desistindo de se estabelecer no país durante o Mundial por considerarem os valores completamente inviáveis.
A reportagem do UOL Esporte ouviu alguns representantes de produtoras brasileiras, que preferiram não se identificar por questões estratégicas, e porque ainda não conseguiram fechar os seus contratos, mas que informam que, não só os estrangeiros estão sendo prejudicados com esse custo elevado, mas também as próprias produtoras brasileiras, porque os clientes não estão fechando contrato pelos valores pedidos.
"A verdade é que muita gente viu na Copa uma oportunidade única de ganhar dinheiro e até de se aposentar, e essas empresas resolveram inflacionar o mercado", diz a fonte de uma das maiores produtoras do Rio de Janeiro. "O Brasil já é mais caro que o resto do mundo por conta dos nossos impostos. Se resolvem cobrar muito acima do normal ainda, fica inviável mesmo".
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Músicaz Raiz
Adelaide Chiozzo
Meu Sabiá
________________________________________
Adelaide Chiozzo
Compositor: Carlos Matos e Antonio Amaral
PLAY
• Letra
________________________________________
Meu sabiá
que cantava lá na serra
na minha terra
era alegre como eu
Não sei por que
o meu lindo sabiá
que gostava de cantar
de repente emudeceu
Meu sabiá
que cantava lá na serra
na minha terra
era alegre como eu
Não sei por que
o meu lindo sabiá
que gostava de cantar
de repente emudeceu
Sabiá, sabiá
por que vive amofinado?
Por amor não se aborreça
não há ente que mereça
seu viver contrariado.
Sabiá, sabiá
por que vive amofinado?
Por amor não se aborreça
não há ente que mereça
seu viver contrariado.
________________________________________
Meu Sabiá
________________________________________
Adelaide Chiozzo
Compositor: Carlos Matos e Antonio Amaral
PLAY
• Letra
________________________________________
Meu sabiá
que cantava lá na serra
na minha terra
era alegre como eu
Não sei por que
o meu lindo sabiá
que gostava de cantar
de repente emudeceu
Meu sabiá
que cantava lá na serra
na minha terra
era alegre como eu
Não sei por que
o meu lindo sabiá
que gostava de cantar
de repente emudeceu
Sabiá, sabiá
por que vive amofinado?
Por amor não se aborreça
não há ente que mereça
seu viver contrariado.
Sabiá, sabiá
por que vive amofinado?
Por amor não se aborreça
não há ente que mereça
seu viver contrariado.
________________________________________
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Caro Servio
Caro Sérvio.
É verdade. Não podemos acreditar em tudo.
Mas............ Pergunto:
1 – Existe ou não a tal proposição?
2- Caso positivo, quem é o autor?
3 – Assisto a TV Senado diariamente, até no recesso, e descobri que “ Cão, não come cachorro”. O corporativismo senatorial é soberbo!
Desmentir a autoria não é o “mérito” da questão., mas confirma a existência.
Se for esta a “verdade verdadeira,” a Senadora Rita está no dever e obrigação de apontar o “pai ou a mãe da criança”
(Ai, que medo das providências cabíveis. Este filme não é novo)
4 – Ainda sobrevivem alguns Petistas bem intencionados, vivendo um dogmatismo ideológico, orientados também, pelo ex-padre católico Leonardo Boff.
Admiro-lhes a persistência e a utópica convicção.
Aos 88 anos de vivência permito-me uma digressão, modestamente filosófica, que a vida ensinou-me..
A maioria dos Petistas é pouco amante da verdade verdadeira!
Se acessar o meu Blog do Talianeto, encontrará a comprovação ao aludir ao Art. 7°. Inciso IV da Constituição Cidadã de 1988.
Com a devida consideração e apreço receba o meu abraço.
Honório
domingo, 12 de janeiro de 2014
PERCIVAL PUGGINA
ÀS AUTORIDADES DA REPÚBLICA!
Percival Puggina
Excelências. Li, de capa a capa, o volumoso livro de Romeu Tuma Júnior que leva o sugestivo título "Assassinato de reputações". A obra ganhou uma espécie de lançamento nacional através da revista Veja, no início de dezembro último, e consta entre as mais vendidas no país. Presumo, por isso, que milhares de cidadãos a estejam lendo. Assim como eu, hão de estar perplexos e alarmados com as denúncias que faz.
É na condição de cidadão que redijo esta carta. Parece-me conveniente fazê-lo assim, aberta, para tornar pública a inquietação da maioria dos leitores que já percorreram as exaustivas páginas desse livro. Dirijo-a às autoridades porque são várias as que podem agir neste caso. Não alinharei, aqui, as acusações e denúncias descritas em "Assassinato de reputações". De um lado porque muito pouco sei sobre o autor e, como simples cidadão, não tenho como averiguar a autenticidade do que dele se diz e do que ele relata. De outro, porque a honra alheia não encontra em mim alguém disposto a assassiná-la. A prudência exige que sobre ela só se emita juízo público negativo após sentença transitada em julgado.
No entanto... milhares estão lendo esse livro. Como eu, se fazem perguntas civicamente inquietantes. Por que persiste, decorrido um mês inteiro de seu lançamento, o perturbador e coletivo silêncio de quantos deveriam agilizar-se para contestá-lo? Por que, mais grave ainda, as próprias instituições tão fortemente atacadas e apontadas como objeto de aparelhamento político-partidário não bradam em sua própria defesa? As denúncias são graves e, se verdadeiras, descortinam a gênesis de um Estado policial e totalitário. Há crimes noticiados no livro. E o de prevaricação não me parece o maior deles.
Em meio ao inquietante silêncio de quem deveria falar, as solitárias reações que encontro ao explosivo texto são disparos laterais dirigidos ao seu autor, que se apresenta, na obra, como uma das vítimas dos assassinatos em série que menciona. Convenhamos que desacreditar o livro com uso do argumentum ad hominem, mediante ataque pessoal ao autor, não é satisfatório ou suficiente ante a torrente de denúncias que formula, relatando episódios que diz ter pessoalmente vivido. Aos cidadãos brasileiros interessa saber se o que está dito no livro é verdade ou não. E quais as providências adotadas por quem as deve adotar. Inclusive contra o autor se for o caso. Num Estado de Direito, os fatos descritos exigem investigação e cabal esclarecimento. Não podem ser varridos para baixo do espesso tapete do tempo. Não são, também, prevaricação, o silêncio de quem deveria falar e a omissão de quem deveria agir?
Bem sei que a promiscuidade entre as funções de governo e as de Estado decorre do vício institucional que as vincula ao mesmo centro de poder. Nosso lamentável presidencialismo faz isso. É tentador, nele, confundir os espaços partidários (por isso provisórios) próprios do governo, com os espaços permanentes (e por isso não partidários) da administração pública e do Estado. No entanto, por mais que o modelo favoreça o aparelhamento das instituições, não é aceitável a ideia de que vivemos num país onde algumas delas servem para investigar ou não investigar, dependendo do lado para onde sopra o vento das más notícias. Gerar dossiês por encomenda política é coisa de Estado policial, totalitário.
Zero Hora, 12 de janeiro de 2014
OS FILHOS DAS TREVAS
Percival Puggina
O ideal totalitário que ainda hoje assombra a América é o comunista. Ele está ativo e exerce poder pelo voto em mais de uma dezena de países que, aos poucos, são afastados da democracia e seus valores. No poder ou fora dele, os principais adversários que essa esquerda desvairada pretende eliminar são sempre os mesmos: a instituição familiar conforme a ordem natural, as Igrejas cristãs tradicionais e a católica em particular, e as Forças Armadas. O caso do Brasil, exemplo diretamente sob nossos olhos, é clara evidência do que afirmo.
São antagonismos facilmente explicáveis. Quem pretenda subverter determinada ordem para impor outra (como exige o ideal totalitário) precisa, essencialmente, destruir as estruturas através das quais se reproduzem, nos indivíduos, os valores que lhe deem consistência. As três estruturas mencionadas acima - Família, Igreja e Forças Armadas - são como pilares, vigas e lajes de uma sociedade. Daí a persistência dos ataques que lhes são dirigidos. O ideal totalitário investe contra a instituição familiar por dois flancos. Num deles, tenta fazer da família uma coisa qualquer. No outro, busca transformar uma coisa qualquer em família. Os inimigos da Igreja não querem apenas eliminar qualquer expressão externa de sua existência. Querem, principalmente, como se a ordem jus-política prescindisse de um fundamento moral, eliminar a influência dos valores cristãos na moral social e, por via de consequência, no ordenamento jurídico dos povos. A nova ordem que os fascina precisa de uma moral sem fundamentos.
As Forças Armadas, armadas e fortes, por vocação e formação de seus quadros, são exemplo social de ordem e disciplina a serviço da segurança e da paz. É visível o empenho do governo e seu partido em vilipendiá-las, em lhes suprimir recursos humanos, financeiros e materiais. Trata-se de conduta não oficial, mas efetiva, dos que desfilam sua bazófia e arrogância pelo país, como se proprietários dele fossem todos os seus ocasionais dirigentes e militantes. O grupo hoje instalado no poder, que perdeu o confronto com as Forças Armadas nos anos 60 e 70, vai à forra usando o aparelho do Estado. No entanto, em que pese todo o mal que lhes podem fazer e fazem, todas as mentiras que a respeito delas podem repetir e repetem, o povo brasileiro preserva as Forças Armadas como a segunda entre as 18 instituições mais confiáveis do país (a primeira, por motivos óbvios, é o Corpo de Bombeiros). As FFAA contam com a confiança de 66% da sociedade segundo o Índice de Confiança Social medido em 2013 pelo Ibope. Imagino o quanto deve ser difícil para quem há mais de meio século vem tentando desmoralizar as Forças Armadas, ver seus próprios líderes sendo presos e a sociedade dedicando aos silenciosos militares brasileiros o merecido respeito e confiança. Retorno ao ponto inicial. Vociferam incessantemente contra as convicções cristãs. Contra elas põem nas ruas as trupes de pelados, as vadias que se requebram com símbolos sacros, seus projetos de aborto, suas cartilhas e paradas gays, e outras tantas frentes de combate. Embora façam tudo isso e muito mais, as Igrejas persistem em terceiro lugar entre as instituições mais confiáveis segundo o sentimento nacional.
"E quanto à instituição familiar, o terceiro alvo preferencial do ideal totalitário?", indagará o leitor. Pois é. No universo da pesquisa (que também envolve as relações individuais/sociais dos entrevistados), a boa e velha família dispara em primeiríssimo plano, contando com a confiança de 90% das pessoas.
Alegrou-me conhecer esses dados. Eles me permitiram confrontar o empenho dos adeptos do ideal totalitário com os resultados até agora colhidos na sua tarefa de demolição. Mesmo sem revides, mesmo contando com a indiferença de tantos, mesmo que "... os filhos das trevas sejam mais astutos que os filhos da luz" (Lc 16,8), ainda há muito espaço para resistência.
_____________
* Percival Puggina (69) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, membro do grupo Pensar+.
Percival Puggina
Excelências. Li, de capa a capa, o volumoso livro de Romeu Tuma Júnior que leva o sugestivo título "Assassinato de reputações". A obra ganhou uma espécie de lançamento nacional através da revista Veja, no início de dezembro último, e consta entre as mais vendidas no país. Presumo, por isso, que milhares de cidadãos a estejam lendo. Assim como eu, hão de estar perplexos e alarmados com as denúncias que faz.
É na condição de cidadão que redijo esta carta. Parece-me conveniente fazê-lo assim, aberta, para tornar pública a inquietação da maioria dos leitores que já percorreram as exaustivas páginas desse livro. Dirijo-a às autoridades porque são várias as que podem agir neste caso. Não alinharei, aqui, as acusações e denúncias descritas em "Assassinato de reputações". De um lado porque muito pouco sei sobre o autor e, como simples cidadão, não tenho como averiguar a autenticidade do que dele se diz e do que ele relata. De outro, porque a honra alheia não encontra em mim alguém disposto a assassiná-la. A prudência exige que sobre ela só se emita juízo público negativo após sentença transitada em julgado.
No entanto... milhares estão lendo esse livro. Como eu, se fazem perguntas civicamente inquietantes. Por que persiste, decorrido um mês inteiro de seu lançamento, o perturbador e coletivo silêncio de quantos deveriam agilizar-se para contestá-lo? Por que, mais grave ainda, as próprias instituições tão fortemente atacadas e apontadas como objeto de aparelhamento político-partidário não bradam em sua própria defesa? As denúncias são graves e, se verdadeiras, descortinam a gênesis de um Estado policial e totalitário. Há crimes noticiados no livro. E o de prevaricação não me parece o maior deles.
Em meio ao inquietante silêncio de quem deveria falar, as solitárias reações que encontro ao explosivo texto são disparos laterais dirigidos ao seu autor, que se apresenta, na obra, como uma das vítimas dos assassinatos em série que menciona. Convenhamos que desacreditar o livro com uso do argumentum ad hominem, mediante ataque pessoal ao autor, não é satisfatório ou suficiente ante a torrente de denúncias que formula, relatando episódios que diz ter pessoalmente vivido. Aos cidadãos brasileiros interessa saber se o que está dito no livro é verdade ou não. E quais as providências adotadas por quem as deve adotar. Inclusive contra o autor se for o caso. Num Estado de Direito, os fatos descritos exigem investigação e cabal esclarecimento. Não podem ser varridos para baixo do espesso tapete do tempo. Não são, também, prevaricação, o silêncio de quem deveria falar e a omissão de quem deveria agir?
Bem sei que a promiscuidade entre as funções de governo e as de Estado decorre do vício institucional que as vincula ao mesmo centro de poder. Nosso lamentável presidencialismo faz isso. É tentador, nele, confundir os espaços partidários (por isso provisórios) próprios do governo, com os espaços permanentes (e por isso não partidários) da administração pública e do Estado. No entanto, por mais que o modelo favoreça o aparelhamento das instituições, não é aceitável a ideia de que vivemos num país onde algumas delas servem para investigar ou não investigar, dependendo do lado para onde sopra o vento das más notícias. Gerar dossiês por encomenda política é coisa de Estado policial, totalitário.
Zero Hora, 12 de janeiro de 2014
OS FILHOS DAS TREVAS
Percival Puggina
O ideal totalitário que ainda hoje assombra a América é o comunista. Ele está ativo e exerce poder pelo voto em mais de uma dezena de países que, aos poucos, são afastados da democracia e seus valores. No poder ou fora dele, os principais adversários que essa esquerda desvairada pretende eliminar são sempre os mesmos: a instituição familiar conforme a ordem natural, as Igrejas cristãs tradicionais e a católica em particular, e as Forças Armadas. O caso do Brasil, exemplo diretamente sob nossos olhos, é clara evidência do que afirmo.
São antagonismos facilmente explicáveis. Quem pretenda subverter determinada ordem para impor outra (como exige o ideal totalitário) precisa, essencialmente, destruir as estruturas através das quais se reproduzem, nos indivíduos, os valores que lhe deem consistência. As três estruturas mencionadas acima - Família, Igreja e Forças Armadas - são como pilares, vigas e lajes de uma sociedade. Daí a persistência dos ataques que lhes são dirigidos. O ideal totalitário investe contra a instituição familiar por dois flancos. Num deles, tenta fazer da família uma coisa qualquer. No outro, busca transformar uma coisa qualquer em família. Os inimigos da Igreja não querem apenas eliminar qualquer expressão externa de sua existência. Querem, principalmente, como se a ordem jus-política prescindisse de um fundamento moral, eliminar a influência dos valores cristãos na moral social e, por via de consequência, no ordenamento jurídico dos povos. A nova ordem que os fascina precisa de uma moral sem fundamentos.
As Forças Armadas, armadas e fortes, por vocação e formação de seus quadros, são exemplo social de ordem e disciplina a serviço da segurança e da paz. É visível o empenho do governo e seu partido em vilipendiá-las, em lhes suprimir recursos humanos, financeiros e materiais. Trata-se de conduta não oficial, mas efetiva, dos que desfilam sua bazófia e arrogância pelo país, como se proprietários dele fossem todos os seus ocasionais dirigentes e militantes. O grupo hoje instalado no poder, que perdeu o confronto com as Forças Armadas nos anos 60 e 70, vai à forra usando o aparelho do Estado. No entanto, em que pese todo o mal que lhes podem fazer e fazem, todas as mentiras que a respeito delas podem repetir e repetem, o povo brasileiro preserva as Forças Armadas como a segunda entre as 18 instituições mais confiáveis do país (a primeira, por motivos óbvios, é o Corpo de Bombeiros). As FFAA contam com a confiança de 66% da sociedade segundo o Índice de Confiança Social medido em 2013 pelo Ibope. Imagino o quanto deve ser difícil para quem há mais de meio século vem tentando desmoralizar as Forças Armadas, ver seus próprios líderes sendo presos e a sociedade dedicando aos silenciosos militares brasileiros o merecido respeito e confiança. Retorno ao ponto inicial. Vociferam incessantemente contra as convicções cristãs. Contra elas põem nas ruas as trupes de pelados, as vadias que se requebram com símbolos sacros, seus projetos de aborto, suas cartilhas e paradas gays, e outras tantas frentes de combate. Embora façam tudo isso e muito mais, as Igrejas persistem em terceiro lugar entre as instituições mais confiáveis segundo o sentimento nacional.
"E quanto à instituição familiar, o terceiro alvo preferencial do ideal totalitário?", indagará o leitor. Pois é. No universo da pesquisa (que também envolve as relações individuais/sociais dos entrevistados), a boa e velha família dispara em primeiríssimo plano, contando com a confiança de 90% das pessoas.
Alegrou-me conhecer esses dados. Eles me permitiram confrontar o empenho dos adeptos do ideal totalitário com os resultados até agora colhidos na sua tarefa de demolição. Mesmo sem revides, mesmo contando com a indiferença de tantos, mesmo que "... os filhos das trevas sejam mais astutos que os filhos da luz" (Lc 16,8), ainda há muito espaço para resistência.
_____________
* Percival Puggina (69) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, membro do grupo Pensar+.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Blog do Talianeto: Grita Brasil
Blog d
o Talianeto: Grita Brasil
Novo Salário Mínimo de C$ 724,00 mensais para atender o prescrito no Art. 7º ,
Inciso IV da Constituição “
Inciso IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. Apenas 42,8 milhões de trouxas acreditam no Bolsa Cidadania do Senador Suplicy ( Onde buscar os recursos? )
Dilma adverte:
Sejamos otimistas. Ajudemos a aumentar a nossa economia.
Sobe a inflação, aumentam os impostos; oferece com a mão direita e surrupia com a esquerda.
E os seguros, os alugueis?
O comunismo nega o direito de propriedade (Tudo em Comum) e, no entanto, compartilha com a democracia
tupiniquim do PT.
Analfabeto não pode ser votado. Por que, então, pode votar?
Já está em vigor, legalmente, a propaganda eleitoral?
Grita Brasil
fonte | A A A “A luz no fim do túnel pode ser a de um trem em sentido contrário” – Robert Lowell
O ano finalmente acabou. Quando vocês começarem a ler a coluna, 2013 já será passado. O calendário (agora) velho não mais estará na parede atormentando cada um de nós. Mas como disse Fernando Pessoa, o ano novo é ficção de que começa alguma coisa. Nada começa, tudo continua. Será mesmo? Eu no fundo sempre fechei com o Pessoa.
Antes de pensar no tema debati diante do espelho, já que diante da tela do computador eu não teria nenhuma interação com o vazio da página em branco, e diante do espelho teria pelo menos o meu reflexo o que daria um belo debate e deu. E na verdade achei melhor poupar todos vocês e principalmente a mim de fazer uma Retrospectiva 2013. Para que sofrer mais uma vez? Resolvi então deixar a Retrospectiva 2013 com a Globo.
Mas aviso logo que a minha Prospectiva 2014 não tem nada de Mãe Diná. Ela provavelmente será para alguns uma ducha de água fria. Principalmente para aqueles que acham que passar de um ano para o outro é a certeza de que tudo vai ser diferente. Não, não vai. Lamento informar. O ano muda, mas as pessoas não mudam assim de uma hora para a outra. Da meia-noite para a meia-noite e um. Não existe aqui o pó de pirlimpimpim.
Pessimista, eu?
O ano de 2014 será rápido. Preparação para o Carnaval, Carnaval, preparação para a Copa do Mundo, a Copa do Mundo, preparação para as eleições, as eleições e quando formos olhar o ano já acabou. Que venha 2015! Amém!
Mas vamos combinar né? Como em sã consciência podemos achar que 2014 será maravilhoso, o melhor ano do governo Dilma? Só porque é ano eleitoral? Ou somente porque Dilma disse categoricamente que não se elegeu para fazer muquifo? Mas eu lhes pergunto o que foi que ela fez? Ahã, ahã, ahã… Fala sério! Nosso país está um muquifo sim. Parte sem água, outra parte submerso e isso porque o governo dela só liberou 28% do dinheiro destinado ao plano nacional contra desastres naturais. Alguém explica isso? Freud talvez? Coitado do Freud! De que adianta depois da água derramada a Dilma ficar fazendo sobrevoo para ver a desgraça do alto? Queria ver ela lá na lama – se bem que se formos pensar o governo dela é cheio de lama – de galocha tirando os escombros, os corpos e falando para as famílias que vai tudo vai passar, que depois da tempestade vem a bonança. A essa altura eles nem sabem o que é isso. Vão achar que é alguém que vai num passe de mágica secar toda essa água de dar em dias um novo lar seguro para que eles possam ter onde morar e recomeçar a vida. Assim como eles sempre fazem. Isso se não levarmos em conta que entre a bonança chegar e a coisa realmente acontecer – quando acontece – temos aí às vezes alguns anos, e em alguns casos décadas. Não, não estou inventando. É só procurar pela notícia. Mas se você acha que alguém pode morar num presídio abandonado desde 1988 esperando pela casa prometida é pouco tempo então acho que você vai ter um ano de 2014 brilhante.
Ah, pode ser que você tenha ficado empolgado com o que a presidente Dilma disse na entrevista anual que concede – ela é tão boa – a jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto. Ela disse que não é permitido a nenhum governo ser pessimista. Será que superpessimista então pode? Dilma disse ser da mesma linha de Churchill que durante a Segunda Guerra Mundial, inspirou os britânicos com a promessa de “sangue, suor e lágrimas”. Mas se você for analisar friamente com isenção de partido, esquece por um momento que ela é do PT – só por uns instantes – ela já dá isso para nós. Sangue quando deixa que a nossa Saúde mate pessoas nas filas de hospitais, o suor é por conta da seca em regiões que já estão devastadas e com o gado morrendo e vamos combinar que esse calor aqui do Rio… e as lágrimas, bem, essas só de ver o governo cada vez descobrindo mais corrupção em sua gestão, vendo que a inflação voltou a bater na porta de todos nós, vendo a importância que ele, o governo, dá para a Educação, Saúde, já nos concede muitas lágrimas. Posso parar ou você quer chorar mais? Ah, só lembrando que a Dilma é do PT.
Na minha bola de cristal que apelidei de Brazuca que é de Padrão Fifa eu vejo uma mancha vermelha rondando Brasília. Essa mancha pode ser dissipada, mas temo que não seja. É aquela velha história, as pessoas veem, sentem, prometem depois de dizer que basta, mas na hora que elas têm para acabar de vez com a mancha não sei o que acontece que dá um tilt no tico e o teco como é mais fraco é vencido facilmente e a tal mancha se apodera de tudo novamente e aí meu amigo melhor me acordar em 2018.
Na boa, não vejo luz no final do túnel. Esperança já morreu faz tempo. Pessimista eu? Não. Realista. É diferente.
Como posso ver com bons olhos o governo tentando ganhar cada vez mais dinheiro com os impostos que já é algo totalmente abusivo nesse país e não ver que mesmo tendo arrecadado um absurdo de dinheiro essa grana volta para nós em forma de melhorias. Agora o governo aumentou o IOF sobre cheques de viagem de 0,38% para 6,38%. Que fome né? O governo espera com isso estancar o excesso de gastos no exterior. Mas como eles querem isso se, por exemplo, um Ipad Air lá sai por R$ 1.100 e aqui o mesmo aparelho sai por R$ 1.800? Sem falar no resto. Que na verdade é tudo. Roupa, carrinho de bebê, maquiagem, perfumes, carros. Como não comprar lá fora?
Baixem os impostos, seus esfomeados.
gora jogando os meus búzios, vejo lama nessa tentativa da Dilma querer ajudar as cidades em estado de emergência. A lama é literal também. Mas imagina, o governo dela já tem fama de corrupto, ou melhor, como ela gosta de falar, de malfeitos, como ela tem a coragem de entregar um cartão ilimitado com verba federal para auxiliar as vítimas dos desastres naturais? Já imaginou isso? Eu já. E já estou vendo gente mobilhando a casa com geladeiras inteligentes, televisões de Led quinhentas mil polegadas, um mobiliário novo aqui, outro pro sobrinho, outro para tia. Isso é a mesma coisa que se convidasse o falecido Ronald Biggs para ser maquinista no transporte de um trem de valores. Se quando se acha que a coisa é controlada achamos gente que consegue burlar isso, imagina então um cartão ilimitado, do tipo, pode gastar o que for. Por um lado é bem legal da parte dela, mas por outro, na verdade isso é um tiro no pé.
E para não dizer que não tentei vejo agora nas cartas – dizem que elas não mentem – um 2014 igualzinho a 2013 ou até pior. Pior porque as pessoas estarão com a atenção voltada para a Copa do Mundo e nem vão perceber enquanto os malfeitos continuarão a ser feitos, tanto na calada da noite, quanto a luz do dia. Para eles isso hoje é o que menos importa. E pior porque Lula continua gritando que o PT enfrenta uma campanha de difamação e os coloca como pobres coitados perseguidos e injustiçados. Pior porque é esse mesmo Lula que a cada vez que abre a boca para falar do mensalão ele vai dando outra conotação e fazendo com que nós sejamos os únicos algozes do PT. Pior porque não vejo como o país e o povo mudarem se continuam dando ouvidos as falas de Lula. Pior porque agora os presos do mensalão são coitados que necessitam cumprir a pena em seus confortáveis lares. Pior porque a pouca vergonha não chegou ainda em Brasília, seja no Planalto, na Câmara e no Senado. Pior porque ainda temos um 2014 nas mãos da Dilma. Pior. Pior para nós. Melhor para eles.
Eu como o Robert Lowell penso que a luz que eu vejo é a de um trem no sentido contrário, mas mesmo assim, desejo uma passagem de ano fantástica, com alegria e ao lado de quem nos faz feliz
FELIZ 2015!
Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.
PS: Mas não custa nada dar sete pulinhos nas ondas do mar, usar uma cueca dourada ou uma calcinha, comer lentilha, comer uva, tocar um sino em cada cômodo, passar com dinheiro na carteira, e rezar para o seu santo.
O ano finalmente acabou. Quando vocês começarem a ler a coluna, 2013 já será passado. O calendário (agora) velho não mais estará na parede atormentando cada um de nós. Mas como disse Fernando Pessoa, o ano novo é ficção de que começa alguma coisa. Nada começa, tudo continua. Será mesmo? Eu no fundo sempre fechei com o Pessoa.
Antes de pensar no tema debati diante do espelho, já que diante da tela do computador eu não teria nenhuma interação com o vazio da página em branco, e diante do espelho teria pelo menos o meu reflexo o que daria um belo debate e deu. E na verdade achei melhor poupar todos vocês e principalmente a mim de fazer uma Retrospectiva 2013. Para que sofrer mais uma vez? Resolvi então deixar a Retrospectiva 2013 com a Globo.
Mas aviso logo que a minha Prospectiva 2014 não tem nada de Mãe Diná. Ela provavelmente será para alguns uma ducha de água fria. Principalmente para aqueles que acham que passar de um ano para o outro é a certeza de que tudo vai ser diferente. Não, não vai. Lamento informar. O ano muda, mas as pessoas não mudam assim de uma hora para a outra. Da meia-noite para a meia-noite e um. Não existe aqui o pó de pirlimpimpim.
Pessimista, eu?
O ano de 2014 será rápido. Preparação para o Carnaval, Carnaval, preparação para a Copa do Mundo, a Copa do Mundo, preparação para as eleições, as eleições e quando formos olhar o ano já acabou. Que venha 2015! Amém!
Mas vamos combinar né? Como em sã consciência podemos achar que 2014 será maravilhoso, o melhor ano do governo Dilma? Só porque é ano eleitoral? Ou somente porque Dilma disse categoricamente que não se elegeu para fazer muquifo? Mas eu lhes pergunto o que foi que ela fez? Ahã, ahã, ahã… Fala sério! Nosso país está um muquifo sim. Parte sem água, outra parte submerso e isso porque o governo dela só liberou 28% do dinheiro destinado ao plano nacional contra desastres naturais. Alguém explica isso? Freud talvez? Coitado do Freud! De que adianta depois da água derramada a Dilma ficar fazendo sobrevoo para ver a desgraça do alto? Queria ver ela lá na lama – se bem que se formos pensar o governo dela é cheio de lama – de galocha tirando os escombros, os corpos e falando para as famílias que vai tudo vai passar, que depois da tempestade vem a bonança. A essa altura eles nem sabem o que é isso. Vão achar que é alguém que vai num passe de mágica secar toda essa água de dar em dias um novo lar seguro para que eles possam ter onde morar e recomeçar a vida. Assim como eles sempre fazem. Isso se não levarmos em conta que entre a bonança chegar e a coisa realmente acontecer – quando acontece – temos aí às vezes alguns anos, e em alguns casos décadas. Não, não estou inventando. É só procurar pela notícia. Mas se você acha que alguém pode morar num presídio abandonado desde 1988 esperando pela casa prometida é pouco tempo então acho que você vai ter um ano de 2014 brilhante.
Ah, pode ser que você tenha ficado empolgado com o que a presidente Dilma disse na entrevista anual que concede – ela é tão boa – a jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto. Ela disse que não é permitido a nenhum governo ser pessimista. Será que superpessimista então pode? Dilma disse ser da mesma linha de Churchill que durante a Segunda Guerra Mundial, inspirou os britânicos com a promessa de “sangue, suor e lágrimas”. Mas se você for analisar friamente com isenção de partido, esquece por um momento que ela é do PT – só por uns instantes – ela já dá isso para nós. Sangue quando deixa que a nossa Saúde mate pessoas nas filas de hospitais, o suor é por conta da seca em regiões que já estão devastadas e com o gado morrendo e vamos combinar que esse calor aqui do Rio… e as lágrimas, bem, essas só de ver o governo cada vez descobrindo mais corrupção em sua gestão, vendo que a inflação voltou a bater na porta de todos nós, vendo a importância que ele, o governo, dá para a Educação, Saúde, já nos concede muitas lágrimas. Posso parar ou você quer chorar mais? Ah, só lembrando que a Dilma é do PT.
Na minha bola de cristal que apelidei de Brazuca que é de Padrão Fifa eu vejo uma mancha vermelha rondando Brasília. Essa mancha pode ser dissipada, mas temo que não seja. É aquela velha história, as pessoas veem, sentem, prometem depois de dizer que basta, mas na hora que elas têm para acabar de vez com a mancha não sei o que acontece que dá um tilt no tico e o teco como é mais fraco é vencido facilmente e a tal mancha se apodera de tudo novamente e aí meu amigo melhor me acordar em 2018.
Na boa, não vejo luz no final do túnel. Esperança já morreu faz tempo. Pessimista eu? Não. Realista. É diferente.
Como posso ver com bons olhos o governo tentando ganhar cada vez mais dinheiro com os impostos que já é algo totalmente abusivo nesse país e não ver que mesmo tendo arrecadado um absurdo de dinheiro essa grana volta para nós em forma de melhorias. Agora o governo aumentou o IOF sobre cheques de viagem de 0,38% para 6,38%. Que fome né? O governo espera com isso estancar o excesso de gastos no exterior. Mas como eles querem isso se, por exemplo, um Ipad Air lá sai por R$ 1.100 e aqui o mesmo aparelho sai por R$ 1.800? Sem falar no resto. Que na verdade é tudo. Roupa, carrinho de bebê, maquiagem, perfumes, carros. Como não comprar lá fora?
Baixem os impostos, seus esfomeados.
gora jogando os meus búzios, vejo lama nessa tentativa da Dilma querer ajudar as cidades em estado de emergência. A lama é literal também. Mas imagina, o governo dela já tem fama de corrupto, ou melhor, como ela gosta de falar, de malfeitos, como ela tem a coragem de entregar um cartão ilimitado com verba federal para auxiliar as vítimas dos desastres naturais? Já imaginou isso? Eu já. E já estou vendo gente mobilhando a casa com geladeiras inteligentes, televisões de Led quinhentas mil polegadas, um mobiliário novo aqui, outro pro sobrinho, outro para tia. Isso é a mesma coisa que se convidasse o falecido Ronald Biggs para ser maquinista no transporte de um trem de valores. Se quando se acha que a coisa é controlada achamos gente que consegue burlar isso, imagina então um cartão ilimitado, do tipo, pode gastar o que for. Por um lado é bem legal da parte dela, mas por outro, na verdade isso é um tiro no pé.
E para não dizer que não tentei vejo agora nas cartas – dizem que elas não mentem – um 2014 igualzinho a 2013 ou até pior. Pior porque as pessoas estarão com a atenção voltada para a Copa do Mundo e nem vão perceber enquanto os malfeitos continuarão a ser feitos, tanto na calada da noite, quanto a luz do dia. Para eles isso hoje é o que menos importa. E pior porque Lula continua gritando que o PT enfrenta uma campanha de difamação e os coloca como pobres coitados perseguidos e injustiçados. Pior porque é esse mesmo Lula que a cada vez que abre a boca para falar do mensalão ele vai dando outra conotação e fazendo com que nós sejamos os únicos algozes do PT. Pior porque não vejo como o país e o povo mudarem se continuam dando ouvidos as falas de Lula. Pior porque agora os presos do mensalão são coitados que necessitam cumprir a pena em seus confortáveis lares. Pior porque a pouca vergonha não chegou ainda em Brasília, seja no Planalto, na Câmara e no Senado. Pior porque ainda temos um 2014 nas mãos da Dilma. Pior. Pior para nós. Melhor para eles.
Eu como o Robert Lowell penso que a luz que eu vejo é a de um trem no sentido contrário, mas mesmo assim, desejo uma passagem de ano fantástica, com alegria e ao lado de quem nos faz feliz
FELIZ 2015!
Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.
PS: Mas não custa nada dar sete pulinhos nas ondas do mar, usar uma cueca dourada ou uma calcinha, comer lentilha, comer uva, tocar um sino em cada cômodo, passar com dinheiro na carteira, e rezar para o seu santo.
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