segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A FARÇA DO PRÉ-SAL




DENUNCIA GRAVE: A FARSA DO PETRÓLEO DO PRÉ-SAL DE LULA & Cia
Posted by Liberte Sua Mente on segunda-feira, 14 Outubro, 2013
 
 
A denúncia é do Blog do José lamartine neto:  Pré-sal – A farsa de Lula & Cia 
 
Não vou entrar no mérito desta matéria, mas sim, vou transcreve-la na base do “ipsis-literis’, para que as reclamações dos petistas fanáticos tomem o rumo do citado blog e do seu autor. Este depoimento é grave e a notícia portanto, é gravíssima. Fomos “panacados” pela cúpula petista? Estão nos fazendo de trouxas?
Testemunho do Pré-sal: Carlos Galani Dos Santos
”Em 1978, eu, Carlos Galani dos Santos, trabalhei em uma plataforma marítima de prospecção de petróleo na bacia de Santos. A concessão da área era da British Petróleun, a plataforma era da Pennzóil e a firma em que eu trabalhava, como Auxiliar de Geólogo, era a Oil, (Ocean Inchcape do Brasil). A plataforma tinha o nome de SEDCO 706 .Sedco 700 Séries, é uma unidade semi-submersível, capaz de operar em ambientes moderados e profundidades de até 2.000 m (6.562 pés) * usando 18 ¾ “BOP 10000 psi e riser marinho de 21″ OD.
A base era em São Sebastião, de onde saia o helicóptero que nos levava para a plataforma. O tempo de vôo era de uma hora e distava aproximadamente 200 KM, já na beira da plataforma continental do Brasil. Com tempo bom se avistava da plataforma a claridade da cidade do Rio de Janeiro em noites claras. Estas informações é para que se situem na localização aproximada. 
Pois bem, meu trabalho consistia em recolher amostras coletadas das brocas de perfuração, trata-las e analisa-las quanto à presença de carbono     que indicar a possibilidade de haver ou não petróleo naquele  furoE, sim, havia carbono em quase todos os furos que eram feitos. Mas, a profundidade em que eram encontrados estes indícios da possibilidade de haver petróleo tinham uma lâmina d´agua na média de 176 metros e os furos eram todos com mais de 3.000    Foram centenas de furos e todos devidamente marcados quanto à localização e lacrados com cimento, pois não havia na época tecnologia para que se retirasse o petróleo em segurança, como não temos até hoje.Imaginem minha indignação quando este desgoverno começou à usar estas informações como se fossem “novidades” descobertas por “elles” em… 2005 De lá para cá, iludiram o país inteiro, com a conivência dos políticos, que certamente também tinham estas informações que lhes passo aqui, com a possibilidade, ainda impossível, do país ficar “rico” com este petróleo inviável economicamente, ao menos no atual momento. (grifo nossEra isto que tinha para dizer, meu testemunho de que nosso governo mente, e mente em tudo o mais, inclusive quando se diz “democrático”, pois sabemos que o viés é totalitário.
Mentem somente… lastimavelmente…
 

Os Geólogos denunciam. A Petrobrás perdeu 208 bilhões de dólares. O Pré-sal foi descoberto em 1974, no governo Geisel. Foi mapeado no governo Itamar Franco. Foi declarado , no governo Fernando Henrique, como exploração inviável. (grifo nosso)
No mundo inteiro não há tecnologia para extrair petróleo do pré-sal
-Lula, com o governo em queda, resolveu enganar o povo, dizendo que descobriu o Pré-sal e que os problemas do Brasil estariam resolvidos. O que surpreende é que os políticos e governadores “aliados”, brigam por sua “divisão”. Divisão de quê ?O governo Distribuiu dinheiro da Petrobrás à rodo para Petistas e aliados, Cut, Sem-terra. Une, etc., na compra de votos. O povo não sabe nem quer saber. A ignorância é geral. O importante é o PT, LULA E Dilma. O dinheiro acabou. A Petrobras faliu, Agora importa gasolina, oleo, alcool de milho, etc. “ (grifo nosso)
Créditos: Mudanca e divergencia  , Veja.abril  , Mudanca e divergencia/Farsa do pré-sal  , Goodideas.statoil 
Via: Lintomass 

                         FORTUNA PROSPERA
 
                               Marcílio Almeida de Oliveira
 

 
 

Ofício do IPHAN


                 Reconhecimento do Talian - Iphan



  • hotohonorio@yahoo.com.br
  • Mônia Luciana Silvestrin
     
    Prezado sr. Honório Tonial. O Departamento do Patrimônio imaterial enviou para Vossa Senhoria um ofício sobre o andamento do processo de reconhecimento do Talian como referência cultural Brasileira, resgatando um pedido formal que fizestes no ano 2002 através da Associação de Rádios Talian. No entanto, a empresa de correio remeteu de volta a referida correspondência. Conseguimos este e-mail por meio de pesquisa na internet, quando acessamos o blog que manténs. Nesse sentido, solicito que nos envie o endereço atual da associação, ou mesmo seu endereço pessoal para que possamos remeter novamente a referida correspondência. Atenciosamente,
     
     
     
    Marcus V C Garcia
    técnico
    CGID/DPI/Iphan.
     
    61 - 2024-5419
     

domingo, 5 de outubro de 2014

DILMA - AVIDA D UMA BANDIDA

De:
Enviada em: quarta-feira, 9 de abril de 2014 15:17
Para:
Assunto: Curriculum Vitae da Dilma
 
 
 
OS TRECHOS ABAIXO DESCRITOS FORAM PUBLICADOS NA REVISTA “PIAUÍ”

DILMA - A VIDA DE UMA BANDIDA.
TERRORISMO E TRAIÇÃO
REVISTA “PIAUÍ” e Peum búlgaro de olhos azuis que, no Brasil, mupelo regime militar, porém o trecho abaixo nos faz pensar : "Serviu o Exército por três anos e, em l962, entrou na Polop. O golpe militar o pegou no No fim do ano obteve um “habeas corpus” , foi solto e voltou a Belo Horizonte. Trabalhou como repórter na sucursal do jornal Última Hora. Seu chefe era Guido Rocha, um dos principais líderes da Polop, que conhecera na cadeia. Rocha era contra a luta armada." (pág. 24). Pelo jeito o regime militar, ao menos naquele período, era bastante frouxo, em se tratando de um governo ditatorial, do contrário um preso político jamais se tornaria repórter de um jornal lido nas maiores capitais do país. 
Dilma não participava dos assaltos porque ela era conhecida pela sua atuação pública. (comentário de Maria José, casada com um dos militantes chamado Jorge Nahas). As tarefas dela no Colina estavam ligadas à
feitura do jornalzinho “O Piquete”, à preparação de aulas sobre marxismo e contatos com sindicatos. Teve também aulas sobre armamentos, tiro ao alvo, explosivos e enfrentamentos com a polícia." (pág.25)
 Sobre o advogado Gilberto Vasconcelos (que a ministra chama de Giba e a conheceu num desses cursos de revolução, como ele mesmo disse): Sua tarefa, no começo de l969 , era a preparação de um assalto a uma agência do Banco do Brasil. Até janeiro daquele ano, o Colina contabilizava, em Minas, quatro assaltos a bancos, uma meia dúzia de carros roubados e dois atentados à bomba, sem vítimas (por sorte, é claro), a residências de autoridades locais. (pág. 25). 

NOTA: o filho de Gilberto Vasconcelos, Giba para os íntimos, é hoje subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil. (pág. 25) 


Após o assalto ao Banco da Lavoura de Sabará, o cerco começou a apertar. Dilma e Galeno começaram a tomar mais cuidado e passaram a dormir cada noite em um lugar diferente. Uma de suas providências foi dar fim aos documentos que os pudessem ligar ao Colina que, mais tarde, se uniu a um outro grupo, o Vanguarda Popular de Palmares -VPR. 
O novo grupo, VPR - Primeiro artigo de seu estatuto: "A Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares é uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária, da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo". (pág.25) .. 
O Assalto à casa da amante de Ademar de Barros, que foi considerado plano de grande ação: "... veio a ser, em 18 de julho de l969, a mais espetacular e a mais rendosa de toda a luta armada: o roubo de 2,5 de dólares... Nem Dilma nem Araújo participaram da ação, mas ambos estiveram envolvidos na sua preparação." (pág. 27). Segundo a reportagem a fortuna que roubaram não evitou que o grupo VAR-Palmares se dividisse, pois os "basistas" e "militaristas" não se entenderam. Terá sido por suas convicções que não se alinhavam ou será que foi justamente tal fortuna que desmontou o grupo? 
O dinheiro roubado: "Começou a disputa pelo botim: o dinheiro do cofre e as armas." Depoimento de Carlos Araújo ao Dops: "Nele, disse que ficou em seu poder 1,2 milhão de dólares dividido em três malas de 400 mil dólares cada uma", e que o dinheiro ficou cerca de uma semana "em um apartamento situado na rua Saldanha Marinho, onde também morava Dilma Vana Roussef Linhares". 
Araújo não quis comentar o depoimento ao DOPS. E nem outros, como um de Espinosa, que fala em 720 mil dólares terem ficado com a organização, ou um de outro militante, que chega à soma de 972 míl dólares. "É impossível chegar a uma conclusão sobre isso, que não tem mais importância nenhuma", disse Araújo. (pág. 27) Pode não ter importância para eles, que não tinham nem têm compromisso algum com coisa nenhuma. Mas tem para nós, que estamos diante de uma candidata à Presidência da República que já foi mentora de
assaltos e bombardeios.
 Outros trechos que merecem destaque: 
Num dos inquéritos é dito que Dilma Rousseff manipulava grandes quantias da VAR - Palmares. É antiga militante de esquemas subversivo - terroristas. 
Outrossim, através de seu interrogatório, verifica-se ser uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais. Apelidos que davam a Dilma Rousseff, que estão em relatórios: Joana D`Arc da Subversão, papisa da subversão, criminosa política e figura feminina de expressão tristemente notável. (pág. 27)
Depois do racha, Dilma foi enviada a São Paulo. Ela tinha um problema prático a resolver: esconder em melhores condições de segurança um monte de armas que estavam em risco em apartamentos pouco seguros. Dilma mudara-se para uma pensão precária, de banheiro coletivo, na avenida Celso Garcia, Zona Leste. Dividia um quarto com Maria Celeste Martins, hoje sua assessora. 
Na entrevista de 2003, Dilma contou o que elas duas fizeram:
Eu e a Celeste entramos com um balde; eu me lembro bem do balde porque tinha munição. As armas, nós enrolamos em um cobertor. Levamos tudo para a pensão e colocamos embaixo da cama. Era tanta coisa que a cama ficava alta... Tinha metralhadora, tinha bomba plástica. Contando isso hoje, parece que nem foi comigo. (PARECE, SIM, CARA PÁLIDA!!!) 
Na página 28 está a narração do episódio em que Dilma traiu seu amigo de milícia: 
Dilma tinha encontros regulares com Natael Custódio Barbosa, que participara das greves operárias de l968 em Osasco. "Dilma era uma companheira muito séria e dedicada, que acreditava no que estava fazendo."
disse-me Barbosa na sua casa, em Londrina, onde é caminhoneiro e vive com a mulher e três filhos. ( pág 28. 
No final de janeiro de l970, Barbosa foi ao encontro que haviam marcado, às cinco da tarde, na movimentada rua 12 de Outubro, na Lapa. Ele vinha numa calçada, do lado oposto e em sentido contrário ao que ela deveria vir. Quando a viu, de braços cruzados, atravessou a rua, passou por ela sem dizer nada, andou uns vinte passos e, sem desconfiar de nada, voltou. "Voltei, encostei do lado dela e perguntei se estava tudo bem", contou Barbosa, emocionadíssimo." Ela fez cara de desespero e eles caíram imediatamente em cima de mim já me batendo, dando coronhadas e me levando para o camburão, e depois pra o Oban." E prosseguiu: "Nunca mais a vi. Ela me entregou porque foi muito torturada, e eu entendo isso. Acho que me escolheu porque eu era da base operária, não conhecia liderança nenhuma da organização e não tinha como aumentar o prejuízo.(pág.28)
Em maio do ano passado, ao se defender por ter preparado um dossiê que vasculhava os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a Ministra Dilma Rousseff disse: "Me orgulho de ter mentido porque salvei companheiros da mesma tortura e da morte." Pois o caso de Natael Barbosa desmente sua oratória junto aos políticos que a aplaudiram na ocasião.*
 INTERESSANTE
- José Olavo Leite Ribeiro atuava na liderança do VAR - Palmares. Esteve preso. Hoje é professor universitário e mora nos Jardins em São Paulo, um bairro de elite. 
- Natael Barbosa, traído por Dilma Rousseff, fazia parte apenas da base operária do VAR - Palmares. Também esteve preso, e hoje é caminhoneiro. 
E aquela fortuna? Em que bolso foi "investida"? 

*A Revista Piauí, com esta entrevista, está nas bancas à disposição de quem quiser ter acesso à reportagem na íntegra.*
 

sábado, 4 de outubro de 2014

REINALDO AZEVEDO


), oito horas da manhã, o cara encostou um negócio nas costas dela e falou: ‘É um assalto, eu tô armado. Continua andando normalmente, me dá o celular e me dá o seu dinheiro. A coitada teve que dar sessenta reais pro ladrão…”Esse monstro moral deixava claro, então, que feio mesmo é roubar pobre. Mas observem: em nenhum momento ele culpou ou censurou os ladrões. Longe disso! Para Lula, o culpado por haver assaltos é o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, que deve ser reeleito no primeiro turno. Padilha, o candidato do PT, está em terceiro lugar nas pesquisas. O Babalorixá de Banânia foi adianteLula ultrapassa o limite da estupidez em comício em Santo André e desenvolve a teoria de que roubar banco é uma atividade que faz sentido… Dá para entender por que Dilma quer dialogar com cortadores de cabeças

Pois é… Volta e meia alguém indaga se não pego excessivamente no pé do PT e dos petistas. Isso me custa, sei disto, em certos nichos, a fama de radical. Radical? Eu? Na quarta-feira à noite, com a responsabilidade de quem já foi presidente da República por oito anos e é líder inconteste do maior partido do Brasil, Lula participou de um comício em Santo André, no ABC paulista, em defesa da candidatura do petista Alexandre Padilha ao governo de São Paulo.Num dado momento, com a irresponsabilidade que o caracteriza, o chefão do PT resolveu criticar a segurança pública no Estado, especialmente o elevado número de assaltos. E afirmou o seguinte:“Eu, antigamente via: ‘bandido roubou um banco’. Eu ficava preocupado, mas falava: “Pô, roubar um banqueiro… O banqueiro tem tanto que um pouquinho não faz falta. Afinal de contas, as pessoas falavam: ‘Quem rouba mesmo é banqueiro, que ganha às custas do povo, com os juros’. Eu ficava preocupado. [...] Era chato, mas era… sabe?, alguém roubando rico.”Como se nota, para Lula, sempre que um rico — ou alguém que o PT considera “rico” — é roubado, está-se diante de alguma forma de justiça. Para este senhor, o roubo é uma espécie de distribuição de renda. Vai ver é por isso que a Petrobras, sob a gestão do PT, é o que é. Vai ver é por isso que, sob a governança do partido, a roubalheira de dinheiro público assumiu proporções pantagruélicas. O irresponsável se esquece de que bancos pagam seguro contra roubos e, obviamente, diluem essa despesa nas taxas que cobram dos correntistas. Assim, não são os banqueiros que pagam. Mas que se note: ainda que fossem, o roubo continuaria a ser um crime. Não para esse gigante moral!A fala, é evidente, faz parte do pacote petista de demonização dos bancos. O partido decidiu que só conseguirá mais um mandato se transformar os banqueiros nos grandes vilões do Brasil.Em seguida, Lula lamentou que os assaltantes estivessem também roubando cidadãos comuns, os pobres. E afirmou:“Essa semana, a Joana, que trabalha comigo, é irmã da Marisa [referia-se à sua própria mulher], na frente do hospital perto de casa (…:“Se o Alckmin não tem competência pra fazer as coisas que o governador tem que fazer, nós temos que dizer pra ele: ‘Alckmin, você já está há muito tempo aí. Saia. E deixa o jovem Padilha governar esse Estado para as coisas começarem a melhorar’.”É mesmo? Eu gosto de números. Há duas bases de dados para a gente analisar a questão: o “Anuário de Segurança Pública” e o “Mapa da Violência”. Os petistas estão no poder na Bahia, em Sergipe, no Distrito Federal, no Acre e no Rio Grande do Sul. Se são tão sabidos, como diz Lula, a segurança nesses Estados deveria ser exemplar, certo? Neste momento, há 10,23 homicídios por 100 mil habitantes no Estado de São Paulo e 9,81 na capital. São os números mais baixos do país. A ONU considera que a violência deixa de ser epidêmica quando essa taxa cai abaixo de 10.Segundo o Anuário, em 2012, houve 24,2 assassinatos por 100 mil habitantes no Acre, 40,7 na Bahia, 40 em Sergipe, 32,1 no Distrito Federal, 19,8 no Rio Grande do Sul e apenas 12,4 em São Paulo. Entenderam? A chance de alguém morrer assassinado na Bahia ou no Sergipe petistas, em comparação com São Paulo, é maior do que o triplo, é quase o triplo no Distrito Federal, é o dobro no Acre e 60% maior no Rio Grande do Sul. Vale dizer: os baianos, sergipanos, brasilienses, acrianos e gaúchos que moram em São Paulo estão mais seguros do que os que ficaram em seus respectivos Estados. E olhem que esses são números de 2012. Em 2014, caiu a taxa de homicídios em São Paulo.Lula, no entanto, acha que os petistas podem dar aula de segurança pública. É evidente que o poderoso chefão estava apenas fazendo fuleiragem eleitoral. Mesmo assim, é preciso lamentar. Um dos mais importantes líderes políticos do país, gostemos ou não disso, afirmou, no alto de um palanque, que assaltar um banco, afinal de contas, não é coisa assim tão grave e é um ato que até faz sentido.Dá para compreender por que Dilma Rousseff, na ONU, pregou o diálogo com terroristas que degolam, massacram e estupram e vendem mulheres. Ela vem de uma boa escola, não é mesmo?

Por Reinaldo Azevedo

PERCIVAL PUGGINA

O COMUNISMO, ESSE INSEPULTO

por Percival Puggina. Artigo publicado em
 Um leitor recomendou-me comentar o artigo de Leonardo Boff publicado no JB de 25 de agosto com o título de "O socialismo não foi ao limbo". É o que faço aqui.
 O artigo de Boff, resenhado, fica assim:
1) caiu o Muro de Berlim, muro do socialismo existente, que se reconhece violador de direitos humanos, autoritário, etc; 2) caiu, também, o muro de Wall Street e se deslegitimaram o neoliberalismo e o capitalismo; 3) o capitalismo centralizaria uma riqueza imensa em 737 grupos econômico-financeiros enquanto 85 pessoas acumulariam recursos equivalentes aos ganhos de 3,5 bilhões de pobres; 4) é necessário recuperar a experiência das reduções jesuítas e o comunismo da república comunista cristã dos guaranis; 5) o socialismo é tudo de bom; 6) o capitalismo é tudo de ruim e seus efeitos na sociedade são terríveis; 7) a única saída é acabar com a propriedade privada e instituir a propriedade social dos meios de produção, acautelando-se para que os indivíduos adiram a esse projeto de modo consciente e queiram viver as novas relações.
                                                                                            ***
Quero ater-me, aqui, às acusações que Leonardo Boff faz às economias livres. É como se do exílio do povo hebreu no Egito às investidas do Estado Islâmico, raros fossem os males da humanidade não derivados do neoliberalismo e do capitalismo. Ora, se a história andasse como ele a descreve, viveríamos sob inimaginável convulsão social, na guerra de todos contra todos (o armagedon que ele prenuncia), com uma queda de Bastilha por semana.
Diferentemente do que acontece com os socialismos e com o comunismo, as liberdades econômicas não tiveram um fundador, não tiveram um Marx na potência -1 para concebê-las. Ninguém apareceu na humanidade para excitar, na mente da plebe, legítimos anseios de realização pessoal por meios próprios. Ninguém preconizou: "Monta tua empresa, cria teu negócio, põe tua criatividade em ação, persegue teus ideais!". Tais bens da civilização foram conquistas dos indivíduos, no mundo dos fatos, na ordem da natureza, e têm sido o cada vez mais eficiente motor do progresso econômico e social.
Enquanto lê "O socialismo não foi ao limbo", o leitor vai sendo induzido a crer que a miséria de tantos, no mundo de hoje, é produto ou subproduto inevitável da economia de empresa. Portanto, os miseráveis da África e da Ásia eram seres humanos que viviam na abundância, na mesa farta e na prodigalidade dos frutos da natureza até que o famigerado capitalismo aparecesse para desgraçar suas vidas. O fato de que nas regiões do mundo onde se perenizam as situações que Boff descreve não exista uma economia livre, não haja empresas, nem empregos, parece passar ao largo das considerações do ex-frei. Vale o mesmo para a inoperância, nessas regiões, do braço do Estado, que o comunismo apresenta como sempre benevolente.
Cinco realidades vazam para a valeta lateral da pista por onde ele anda com sua análise dos sistemas econômicos. São fatos esféricos: 1) a fome era endêmica na Europa até meados do século passado e foi a economia de mercado que criou, ali, a prosperidade; 2) sempre que os meios de produção viraram propriedade do Estado a fome grassou mesmo entre os que plantavam; 3) enquanto as experiências coletivistas conseguiram, como obra máxima, nivelar a todos na miséria, a China, com o capitalismo mais rude de que se tem notícia, em poucas décadas, resgatou da pobreza extrema mais de 500 milhões de seres humanos (Word Bank, China Overview, apr/2014); 4) não é diferente a situação no Leste da Ásia, inclusive no Vietnã reunificado e comunista, no Camboja do Khmer-Vermelho, no Laos e na Tailândia; 5) quem viaja pelo Leste Europeu sabe quanto as coisas melhoraram por lá desde que as economias daqueles países, infelicitados pelo dogmatismo comunista, se libertaram do tacão soviético.
A história mostra, enfim, que o comunismo é imbatível quando se trata de gerar escassez, miséria e aviltamento da dignidade humana.  Nossa Ibero-América, onde as prescrições políticas e econômicas do Foro de São Paulo ditam regras para muitos países, parece nada aprender das constatações acima. Consequentemente, as coisas andam mal e é preciso botar a culpa em qualquer um que não nos vendedores de ilusões, nas utopias que se requebram como odaliscas, nos delírios do neocomunismo, nos corruptos e nos corruptores. Decreta-se, então, para todos os males, a responsabilidade da economia de empresa, do capitalismo e, sim, claro, dos Estados Unidos.
_____________
* Percival Puggina (69), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.
 

JANE TONIAZZO


Jane escreveu: "Amigo Honório Tonial sou imensamente grata pelo seu gentil comentário e amável sugestão. Vou pesquisar a cerca do assunto sugerido. Amigo, eu gosto muito de ler, conversar com os amigos, ouvir música e faço trabalhos sociais, são eventos e assistências solidárias, de forma totalmente anônima - tenho um grupo que eu criei de amigos solidários e anônimos e amo o que faço. São essas atividades que são minha fonte de vida - pois se não nos doarmos aos nossos semelhantes especialmente aqueles que mais precisam de atenção e ajuda então nossa passagem aqui pela terra não terá valido a pena pois é o amor universal, fraterno e solidário que vejo como a maior razão de estarmos aqui - para sermos úteis, fazer algo de bom pelos nossos semelhantes. nosso GAA - Grupo de Amigos Anônimos não tem nenhum vículo político, religioso, nem com qualquer entidade independente de filantrópica ou não. - somos apenas um grupo de amigos que doamos nosso tempo e tentamos ser apenas um grão de areia a fazer um pouquinho pela sociedade menos favorecida, que vive a margem. Essa é minha maior fonte de viver - o amor solidário e fraterno. Um respeitoso abraço amigo Honório."

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

DOCUMENTO HISTÓRICO


 

DOCUMENTO HISTÓRICO. DO TALIAN.

Honório Tonial

 Exatamente no dia 19  de março de 2001 foi despachado no correio de Erechim um documento por mim redigido,  em nome da Associação dos Apresentadores de Rádio Talian do Brasil (ASSAPRORATABRAS) ao Presidente do IPHAN conforme segue:

RENASCENSA  DO TALIAN

Honório Tonial

 

Na época da emigração a Itália não possuía uma Língua Oficial, razão por que os  emigrados falavam os dialetos do seu lugar de origem: Vênetos em grande parte, lombardos, trentinos, friulanos e de outras  províncias e comunas.

Os imigrantes eram confinados no meio da selva obedecendo unicamente à ordem de chegada como critério de assentamento

Ante as diferenças lingüísticas, a maioria das vezes acentuadas, as pessoas comunicavam-se mais por gestos do que com palavras.

Com o decorrer dos dias buscou-se uniformizar a maneira de expressão, prevalecendo o Vêneto por ser maioria grupal.

Durante a segunda Guerra Mundial algumas línguas foram proibidas no Brasil, dentre elas o Italiano e seus dialetos..

Quem transgredisse a Lei era considerada “Quinta Coluna”, isto é,  “traidor e inimigo da Pátria.”

Os oriundos foram obrigados a aprender a Língua Portuguesa, com muita dificuldade, especialmente para os idosos.

Em muitos rincões de difícil acesso, todavia conservaram-se  os falares familiares, tendo em vista a inexistência de escolas e o isolamento das comunidades.

Finda a guerra, restabelecida a liberdade de expressão, certo memorialismo tomou conta dos emigrantes e seus descendentes no sentido de recuperar e fortalecer o seu idioma, em busca da sua identidade.

Com o passar do tempo, diante do avanço dos meios de comunicação, a vinda da globalização despertou o interesse dos imigrantes na reconstituição das suas origens, surgindo historiadores e pesquisadores.

Por outro lado despertou-se o interesse da Dupla Cidadania dos italianos exigindo-se o conhecimento necessário para a intercomunicação.

Livros históricos, revistas especializadas, artigos em jornais e programações radiofônicas nasceram nas cidades colonizadas, dispersando-se nos seus interiores.

Naneto Pipeta de Aquiles Bernardi e o Stafeta Riograndense dos Padres Capuchinhos foram os pioneiros.

Com o surgimento das bibliotecas e a construção de museus houve a necessidade de interpretar a linguagem e denominar as antiguidades pelas suas origens

Com a modernidade e progresso lingüístico foram criados Ministérios e outros órgãos governamentais ligados à Cultura.

No IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional amparado no disposto no artigo 14 , da Lei No. 9.649, de 27 de maio de 1998 o Presidente da República Fernando Henrique Cardoso instituiu o Decreto No. 3.551, de 04 de agosto de 2.000 que , no seu  Artigo 1º., parágrafo 1º , Item III, assim se expressa:

“Artigo 1º: Fica instituído o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro.

Parágrafo 1º  Esse Registro se fará nos seguintes livros ,

Item III . Livro de Registro de Formas de Expressão...”

Tendo por hábito diário sintonizar o rádio no programa A Voz do Brasil, em data de 04 de agosto de 2.000 chamou-me a atenção o anúncio  do mencionado Decreto e , de viva voz , o Ministro da Cultura Francisco Weffort afirmou ser possível “... até o registro do falar dos imigrantes italianos do Sul do Brasil.”

Em data de 06 de abril de 2.001 telefonei ao IPHAN e solicitei a gentileza de remeter-me cópia do referido Decreto no que fui prontamente atendido, através de fax que ainda encontra-se em meu poder.

No Artigo 2º. O decreto declara:

“São partes legítimas para provocar a instauração do processo de registro:

Item IV . Sociedades ou associações civis”.

Na qualidade de Fundador e Presidente da Associação dos Apresentadores de Programas de Rádio Talian do Brasil – ASSAPRORATABRAS - deparei-me com a necessidade de registrar  a entidade junto ao foro competente.

O Estatuto Social Constitutivo e demais documentos solicitados pelo Cartório Menezes – Serviço Registral, Serviço de Registro Civil de Pessoas  Jurídicas de Erechim-Rs. no Livro “A” número 017; Folhas 055 a 0,57, obteve seu devido Registro  sob no.2.290, de 12 de fevereiro de 2001.

O Artigo 3.º do Decreto 3.551, já referido, determinava  que: “

“As propostas para registro, acompanhadas de sua documentação técnica, serão dirigidas ao Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, que as submeterá ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.”

Solicitando, novamente, informações junto ao IPHAN foram cientificadas que o Presidente da instituição era Carlos Henrique Heck, natural de São Carlos, SP.

Em reunião da ASSAPRORATABRAS foi decidido autorizar o Presidente da entidade a encaminhar expediente com vistas ao devido registro..  do  “TALIAN”.

Desta forma, foi elaborado o seguinte Requerimento:

 

EXMO.SR.DR.

CARLOS HENRIQUE HECK

MD. Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

BRASILIA – DF

 

A  ASSOCAÇÃO DOS APRESENTADORES DE PRORAMS DE RÁDIO ‘”TALIAN” DO BRASIL, - ASSAPRORATABRAS – com sede provisória à Rua Marechal Rondon,458, município de Erechim-RS, devidamente registrada no Registro Civil de Pessoa Jurídica sob no.2290, no livro “A” no.017,fls. 055 a 057, do mesmo município, por seu Presidente HONÓRIO TONIAL, brasileiro, casado, professor aposentado e escritor, residente e domiciliado no endereço supra pede vênia para expor, ponderar e solicitar o seguinte:

  -  Considerando que o Decreto no. 3352, de 04 de agosto de 2.000 do Governo Federal institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial;

  -  Considerando que o falar de diversos dialetos de imigrantes italianos transformou-se numa verdadeira Língua, com estrutura gramatical própria e regras de ortografia e sintaxe;

   -  Considerando que esta Língua tornou-se o idioma mais falado e escrito no Brasil depois do Português;,  especialmente na Região Sul;

  -  Considerando que as Programações Radiofônicas do “TALIAN”  proporcionam a crescente expansão desta secular Cultura Lingüística;

  -  Considerando que a língua é o mais genuíno patrimônio imaterial  de uma Nação;

  -  Considerando que a literatura do “TALIAN” inclui acervo didático e cultural de expressiva e inequívoca relevância;

  -  Considerando que o “TALIAN” foi a língua utilizada e falada pelos primeiros imigrantes e que ainda hoje se mantém viva, de modo especial na Região Sul, muito particularmente em Erechim, Serafina Corrêa, Caxias do Sul, Garibaldi, Farroupilha, Veranópolis, Nova Prata, Flores da Cunha, Nova Pádua, São Marcos, Guaporé e muitos outros municípios;

  -  Considerando que o “TALIAN” vem alcançando avanços continuados como instrumento de intercomunicação oral e escrita entre os descendentes, quer da zona urbana, quer no meio rural (colônia);

  -  Considerando ser o “TALAN” um canal eficiente para a comunicação social, cultural e comercial com a própria Itália, berço e origem dos descendentes italianos, respeitosamente

  - R E QU E R

  -  Nos termos do Art.1º.e do Art,  2º. , inciso IV e demais disposições do Decreto 3351, de 04 d e agosto de 2.000 o REGISTRO do “TALIAN” como Bem de Natureza Imaterial  no Programa Nacional do Patrimônio Imaterial, para o que  junta os seguintes documentos:

  - 1º Estatutos da ASSAPRORATABRAS,

  - 2º..Relação dos seus associados,

  - 3º. Relação de  Obras Didáticas e Culturais do “TALIAN” e seus respectivos autores.

 

N. Termos

P. Deferimento

Erechim, 19 de março de 2001

Ass. Honório Tonial

Fundador e Presidente da ASSAPRORATABRAS.

 

 Mais tarde o IPHAN solicitou complementação de documentos que estavam sendo coletados e que demandavam recursos financeiros para a s buscas e confecção, tais como slides, fitas cassete, fitas de vídeo e outros....

Em 21 de dezembro de 2006 a Diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan enviou-me o Ofício no. 0037/06-GAB/DPI/Iphan, que passo a transcrever :

“ Prezado Senhor,

 Estamos enviando o Termo de Arquivamento de Registro do Talian sobre a Criação do Livro de Registro das Línguas.

Sem mais, para o momento, reiteramos o convite para sua participação no seminário, que ocorrerá entre os dias 7 e 9 de março na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, Anexo II, Pavimento Superior, Ala C, Sala 170.

Atenciosamente

Ass. MARCIA SANT´ANNA

Diretora do Hiphan

Sr. Honório Tonial

Presidente da Associação dos Apresentadores de Programas de Rádio “TALIAN” do Brasil.

Rua Marechal Rondon, 458 -= Centro

Erechim-RS

CEP.: 99700.000

 Recebi, também, o

“Ofício n°. 0024/06/GAB/DPI/Iphan

                                                                             Brasília/DF 01 de fevereiro de 2006

     Prezado Senhor,

 

Cumpre-nos informar a Vossa Senhoria a decisão do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do IPHAN quanto ao arquivamento do Dossiê de Estudo R.02/2001referente ao pedido de Registro do Talian como forma de expressão, conforme Termo de  arquivamento anexo.

No entanto, gostaríamos de informar que foram encaminhados recentemente a este DPI outras manifestações  em favor do processo de Registro do Talian , como a solicitação de Registro enviada pela Federação dos Vênetos do Rio Grande do Sul, acompanhada de farta documentação, e de declarações de entidades governamentais e de comunidades  de falantes do Talian.

O Iphan entende que a possibilidade de Registro das Línguas como Patrimônio Cultural é uma questão que deve ser examinada  com cuidado, dada a complexidade que envolve seu estudo e descrição. Nesse sentido, estamos organizando, em parceria com a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, e com o Instituto de Divulgação e desenvolvimento em Política Lingüística (IPOL) o Seminário Legislativo sobre a Criação do Livro de Registro das Línguas. O encontro reunirá nos dias 07 a 09 de março, falantes, lingüistas, antropólogos, congressistas e técnicos do Iphan, para discutir as possibilidades de implantação de uma política lingüística que compreende os povos indígenas, as comunidades afro-brasileiras e os descendentes de imigrantes. Na abertura do seminário, o Talian estará representado na voz de um falante, juntamente com aqueles de outras línguas brasileiras.

Nesta oportunidade aproveitamos para convidá-lo a participar dessa importante discussão e para manifestar a Vossa Senhoria nossa consideração,

 

Atenciosamente

 

Márcia Sant´Anna Diretora do Departamento do Patrimônio Imaterial do Iphan

MINISTÉRIO DA CULTURA – MinC

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN

Departamento do Patrimônio Imaterial

 Termo de arquivamento de Processo de Registro

 Pedido de Registro do “Talian”

 Proponente: Associação dos  Apresentadores de Programas de Rádio “TALIAN” do Brasil -ASSAPRORATABRAS -  Municio de Erechim/RS

   O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em sua 47ª. Reunião, realizada no dia 11 de agosto de 2005, após ouvir o Conselheiro Roque Laraia, relator do processo relativo ao pedido de Registro do Talian, e considerando a insuficiência de informações que justifiquem seu  reconhecimento.como patrimônio cultural brasileiro, além da inexistência de um Livro de Registro de Línguas ,cuja possível criação encontra-se em processo de estudo, resolve aprovar o arquivamento do processo administrativo em causa.

Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2005.

Ass. ANTONIO AUGUSTO ARANTES NETO

Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional