domingo, 5 de julho de 2015

DSSEMPREGO


Artigos do Puggina
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E OS ADVERSÁRIOS DO CONSUMO, O QUE DIZEM?
por Percival Puggina. Artigo publicado em 03.07.2015
A indústria automobilística registrou no primeiro semestre do ano uma queda de 20% em suas vendas e avalia que em fins de dezembro esse percentual chegue a 23%. Neste momento, 325 mil veículos estão estocados nos pátios das fábricas e 35,8 mil trabalhadores, ou 25% de todos os recursos humanos das montadoras, estão em férias coletivas, licença ou suspensão dos contratos de trabalho.
Enquanto, no primeiro trimestre do ano, o consumo das famílias caiu 1,5%, os indicadores da intenção de consumo sinalizam para uma trajetória de ainda menor e, portanto, para menores vendas. Segundo pesquisa da Fecomercio/SP, a intenção de consumo das famílias caiu 26,3% em 12 meses. No varejo paulista, o mais dinâmico do país, as vendas caíram 12% no mês de abril quando comparadas com o mesmo mês de 2014.
Na outra ponta do novelo em que o governo enredou a economia nacional, o desemprego, entre maio de 2014 e maio de 2015, subiu de 4,6% para 6,7% e o IBGE informa que o número de pessoas à procura de vaga chegou a 1,6 milhão, com crescimento de 39% em relação a igual período do ano passado. Dezesseis por cento são jovens.
Quando as coisas iam bem, o governo festejava como seus os números mensais do crescimento do emprego. Era como se cada vaga fosse aberta não pela ação empreendedora dos empresários, mas por decisões do governo. Sabe-se hoje, pela evidência dos fatos, que o governo petista foi um desastre marcado pela irresponsabilidade fiscal e pela decadência moral. Agora, quem desemprega são as empresas. Ah!
Além dos que vicejam à sombra do governo e a tudo aplaudem, há um grupo de pessoas, raramente mencionadas, que devem estar especialmente exultantes com os males da economia brasileira. Quem são? Você já as ouviu falando. Criticam a sociedade de consumo. Não se desgostam com as filas de Cuba e da Venezuela. Sonham com uma sociedade de demandas mínimas. Talvez seu modelo de vida pudesse ser representado pelas comunidades menonitas, mundialmente conhecidas como amish, que rejeitam os bens produzidos pela indústria e pela tecnologia. Os amish brasileiros, porém, são fake, vão às compras como todo mundo e certamente gostam de ganhar presentes. Mas condenam a sociedade de consumo, típica do capitalismo.
Seus motivos são ideológicos. Como resulta impossível comparar os bens sociais, tecnológicos, científicos, culturais e econômicos do capitalismo com os do socialismo e do comunismo, eles rejeitam o efeito para reprovar a causa. Esquecem-se de que empregados e desempregados, empreendedores de todos os níveis, e até os servidores públicos cujo pagamento depende dos impostos incidentes sobre a riqueza gerada no país, estão torcendo para que se retomem as condições necessárias ao crescimento da produção e da demanda. Ninguém quer viver como amish! Por que será que os países comunistas estão completamente fora dos fluxos migratórios de que hoje tanto se ocupam os governos do Ocidente?
Por uma questão de justiça, em tempos de crise, assim como os eleitores do PT deveriam pagar mais impostos para cobrir os estragos do governo que elegeram e reelegeram, os adversários do consumo alheio deveriam ser priorizados na hora do desemprego, não é mesmo?
* Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

EL SONAR DELE CAMPANE

EL SONAR DELE CAMPANE.
Honório Tonial

- Tosati, su dal cucio, che lè ora de ndar al paese.
El caval Dolar, la ègoa Tigre e el me Petisso bianco i è belche in stala co la pansa piena de spagna.
I colombi i verdea el beco, sussurando lamurie festive. E la luna la guidea le stele in medo ale nùgolete de bombaso.
Infornie le bèsie, col bassiero, la carona, la sela el spansal, i pelegri e la badana bisognea rangiar le stafe conforme la longhessa dele gambe dei cavalieri.
No podea mancarghe el sicoto o na bacheta de codogner..
- Gaveo fato el Segno dea Crose? Dimandea el pupà che lera religioso.
In pochi menuti gèrimo vestidi e pronti par viair i sete chilòmetri dea stradela streta, piena de sassi,diverse rive , tante voltade in meso el mato.
Due toponi i ga travessà el trodo e la egua Tigre, pasarignera, la ga supia forte!
Dal montesel dea foresta el sol e ga semenà i primi ragi, anunsiadi par la sonora sifolada dea coaieta vigilante.
Le simie, insima i pini le ga scominsià la so spaurosa cantoria e i papagai serani i ga scominsià a zolar martelando con le ose rauche.
Se respireia la àrieta fresca, profumada de fiori dea selva.
Su par el monte de Fracasso, el Petisso el se ga fermà parché el spansal el se gavea smolà.
Alora son dismontà e Ricardo, me gradel pi vecio, el ga rangià el fornimento.
Par strada gavemo incontrà divers persone che le se ga imucià e ghé saltà fora na vera procission.
Bèstie de tanti colori, montade par veci, zoveni, giuventù, uno o laltro bambin in brasso dea mama, senatada ntel so selin.
I tosati e le tose i scomissiea a far el so grupeto, profitando par far morose.
El ciacolamento el se misturea a le ridade e a le tosside.
Fin che semo rivai al paese.
ln paese i costumea viver così parché i laorea ntele fàbriche, ntele indùstrie , ntele case de negòssio, ntele ofissine ..
Semo rivai ala cesa e gavemo ligà le bestie ntel stangon fato aposta.
Le campane le gà scominsià a sonar.
Parea che el so blimblon el vignia dal celo!
Me ghè vignisto su el pel de oca.
No gavea mai scoltà sta armonia musical!
Le colombe e le rondinele, zolando a le sgoelte, le parea ringrassiante.
Trè moneghete le ndea su par la scala, in prèssia, par no perder el scomìnsio dea serimonia.
Ntea ora dea consacrassion, el sonar dele campane el ga riornà con tanta intensità che le persone le sbassea la testa, indenociadi e i ceregheti i sonea el campanel, tignindo alsadi i paramenti del piovan in segnal festivo.
Semo ritornai dopo messa ed, par strada, me parea de scoltar, nantra olta, quele divine sonade.
De note me gò insonià e me parea s coltar el ribombo del campanil.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

DINHEIRO A JATO

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Na busca frenética por reforço de caixa de todos os lados, o Governo tem tido uma boa ajuda da Receita Federal
Coluna Esplanada

Dinheiro a jato no Tesouro
O Tesouro faturou no início deste mês R$ 18 milhões no leilão de um jato Citation Sovereign que seria do Banco Crefisa, prefixo VP-CAV
por Leandro Mazzini
27 de junho, 2015
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fonte | A A A
Na busca frenética por reforço de caixa de todos os lados, o Governo tem tido uma boa ajuda da Receita Federal. O Tesouro faturou no início deste mês R$ 18 milhões no leilão de um jato Citation Sovereign que seria do Banco Crefisa, prefixo VP-CAV (registrado nas Ilhas Cayman). O comprador é um mistério. É uma das poucas aeronaves de bacanas leiloada após apreensão com a operação da PF em 2012.
Dinheiro voa
Há 3 anos a PF e a Receita deflagraram operação nos hangares de São Paulo e apreenderam uma dezena de jatinhos com matrículas estrangeiras, operando ilegalmente
Voa mesmo!
Era como se um cidadão passasse na alfândega sem pagar o imposto de um produto importado. A maioria dos donos, banqueiros, pagou as taxas e manteve seus aviões.
Síndrome de Brasília
Dezoito anos depois do caso do índio Galdino, um júri no TJ do Distrito Federal condenou réu a 28 anos em regime fechado por atear fogo e matar mendigo em Brasília.
Delegados x Procuradores
Os delegados envolvidos na Operação Lava Jato – comandada pelo MP Federal – começaram a dar entrevistas à TV após a nova fase. É a briga pelo protagonismo de inquéritos, que opõe procuradores e delegados, e que continua no Congresso com a apreciação de projetos que podem tirar de uma ou outra classe o poder de investigar.
A hora vai chegar
Um refresco na memória de alvos e advogados que tentam desqualificar delações de presos na Lava Jato: o instituto da delação obriga a apresentação de provas, que são reveladas no devido momento pela Justiça. É porque a hora não chegou.
Mangabeira Air
Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, Mangabeira Unger – que em artigo classificou o governo Lula um dos mais corruptos da História – deleita-se no cargo. Na última sexta (19) fez a rota Brasília-Goiânia-Anápolis em jatinho da FAB.
Logo ali
Goiânia fica a 200 quilômetros de Brasília, e Anápolis no caminho. Normalmente empresários que possuem aviões preferem a bem pavimentada e duplicada rodovia.
Fim da farra
Aliás, desde que a presidente Dilma baixou norma proibindo as viagens de fins de semana para casa, a farra acabou. Pelos registros da FAB, agora só há voos a serviço.
Curto-circuito
Era sobre a delação de Ricardo Pessoa, da UTC, que o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau conversava no cantinho com interlocutor no bistrô do Senac da Câmara, na última quarta. Agora, sabe-se que Pessoa delatou Edison Lobão, padrinho de Silas.
MSF ao mar
A Organização Médicos Sem Fronteira decidiu inovar na assistência e lançou embarcação no Mar Mediterrâneo com 18 profissionais, entre médicos e enfermeiros, na principal rota usada pelos balsas que transportam imigrantes e na sua maioria naufragam
No Superávit?
O deputado Fábio Sousa (PSDB-GO) apresentou requerimento ao Ministério das Comunicações para saber onde estão os bilhões de reais do FUST e FISTEL (pagos pelas teles anualmente), que deveriam melhorar serviços da banda larga e o ensino.
Pátria mãe
O Governo continua uma mãe para servidores, enquanto corta no bolso do povo. Um comissionado demitido da Secretaria de Aviação Civil foi contratado pela Infraero ganhando quatro vezes mais.
No site
Confira no site da Coluna foto inédita do premiado Evandro Teixeira, e charge de Aliedo (ex-Pasquim e JB) com histórias de bastidores do Poder.
Ponto Final
Cadê a conta de luz barata que a presidente prometeu em rede nacional de televisão?
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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Os Bispos

Nota da CNBB sobre a inclusão da ideologia de gênero nos Planos de Educação
“Homem e mulher ele os criou” (Gn 1,27)
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília, nos dias 16 a 18 de junho, manifesta seu reconhecimento pelo importante trabalho de elaboração dos Planos Estaduais e Municipais de Educação em desenvolvimento em todos os estados e municípios brasileiros para o próximo decênio. A proposta de universalização do ensino e o esforço de estabelecer a inclusão social como eixo orientador da educação merecem nosso apoio e consideração ao apontar para a construção de uma sociedade onde todas as pessoas sejam respeitadas.
A tentativa de inclusão da ideologia de gênero nos Planos Estaduais e Municipais de Educação contraria o Plano Nacional de Educação, aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional, que rejeitou tal expressão. Pretender que a identidade sexual seja uma construção eminentemente cultural, com a consequente escolha pessoal, como propõe a ideologia de gênero, não é caminho para combater a discriminação das pessoas por causa de sua orientação sexual.
O pressuposto antropológico de uma visão integral do ser humano, fundamentada nos valores humanos e éticos, identidade histórica do povo brasileiro, é que deve nortear os Planos de Educação. A ideologia de gênero vai no caminho oposto e desconstrói o conceito de família, que tem seu fundamento na união estável entre homem e mulher.
A introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias. O mais grave é que se quer introduzir esta proposta de forma silenciosa nos Planos Municipais de Educação, sem que os maiores interessados, que são os pais e educadores, tenham sido chamados para discuti-la. A ausência da sociedade civil na discussão sobre o modelo de educação a ser adotado fere o direito das famílias de definir as bases e as diretrizes da educação que desejam para seus filhos.
A CNBB reafirma o compromisso da Igreja em se somar aos que combatem todo tipo de discriminação a fim de que tenhamos uma sociedade sempre mais fraterna e solidária. Confia que a sociedade e o Estado cumpram seu direito e dever de oferecer a toda pessoa os meios necessários para uma educação livre e autêntica (cf. CNBB - Doc. 47, n. 73). Reafirma também o papel insubstituível dos pais na educação de seus filhos e primeiros responsáveis por introduzi-los na vida em sociedade.
Agradecemos a tantos que têm se empenhado na defesa de uma educação de qualidade no Brasil, opondo-se até mesmo a excessos do Estado que, muitas vezes, se sobrepõe ao papel dos pais e da família. A estes exortamos a que, juntamente com educadores e associações de famílias, assumam sua tarefa de protagonistas na educação dos filhos.
Que Deus inspire os legisladores na responsabilidade que têm nesse momento e anime os educadores na nobre e sublime tarefa de colaborar com os pais em sua missão de educar.
Brasília, 18 de junho de 2015.

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA
Vice-presidente da CNBB

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O Brasil no Haiti



BRASIL NO HAITI – Mais uma obra genial de Lula: gasto de R$ 1,3 bilhão; ganho militar e político zero, soldados doentes e 130 mil imigrantes miseráveis
Chegará ao fim, ao término de 2016, o que nunca deverna Missão de Paz da ONU que atua no Haiti. O Brasil chefia a dita-cuja. Não é uma decisão tomada em Brasília. Na verdade, a ONU fará até o fim do ano que vem a retirada total, e, assim, o contingente de 1.343 brasileiros voltará para casa. Até o fim do ano, será reduzido a 850. As informações foram prestadas pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, durante audiência no Senado nesta quinta.
A aventura brasileira no Haiti começou em 2004, naquele esforço buliçoso de Lula para demonstrar que o nosso país havia mudado de patamar no cenário internacional. Aceitar a missão era parte do esforço em favor de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, o que acabou, como se sabe, não acontecendo. Não fosse o desinteresse das cinco potências em mexer na composição — refiro-me a EUA, Rússia, França, Reino Unido e China —, há a política externa caduca do Itamaraty nos últimos 12 anos.
O que foi que o Brasil ganhou com a ação no Haiti? Resposta: nada! Na verdade, torrou, segundo o ministro, até agora, R$ 2,3 bilhões. A ONU ressarciu R$ 1 bilhão, e o resto foi para o ralo.
E o que fazem os nossos homens no Haiti? Cuidam da paz? Com alguma frequência, tiveram, coitados!, de se meter em guerra entre bandidos comuns e a Polícia Nacional do Haiti (PNH). Uma das missões dos nossos pobres soldados foi pacificar a maior favela de Porto Príncipe. Ou por outra: em terras nativas, os nossos soldados não atuam em favelas; em solo estrangeiro, sim.ia ter começado: a participação brasileira
O que ganharam as Forças Armadas brasileiras? Tecnologia? Não. Experiência em conflitos internacionais? Não. Respeito do mundo em razão de seu esforço? Ninguém dá bola para o Haiti. Torramos, então, por nada R$ 1,3 bilhão; muitos dos nossos soldados contraíram chikungunya e pusemos o país na rota da emigração em massa de haitianos. Lula mandou mil e poucos soldados para o Haiti, e o Haiti mandou muitos milhares de haitianos para cá. Só neste ano, já entraram, pela rota do Acre, 6.146. O governador daquele Estado, Tião Viana (PT), teve uma ideia para resolver o seu problema: mandá-los para São Paulo.

Desde a crise política que acabou resultando no envio de brasileiros para aquele país, estima-se em pelo menos 130 mil o número de haitianos que entraram no Brasil — a esmagadora maioria chegou por intermédio da rede criminosa que faz tráfico de pessoas.

E esse é o resumo de mais uma ideia genial parida pela mente divinal de Luiz Inácio Lula da Silva. O país torrou R$ 1,3 bilhão, teve um ganho militar e político igual a zero e recebeu 130 mil imigrantes, que vieram compartilhar a vida miserável dos nossos pobres.

Parabéns, Lula! Não é qualquer um que realiza tantos prodígios com uma só estupidez.
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 7 de maio de 2015

ME DÁ UM FIES , AI


Me dá um Fies aí!

O sonho de estudar e entrar numa faculdade ficou mais longe. Acabou o dinheiro. Essa é a curta e grossa resposta dada pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro
7 de maio, 2015
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fonte | A A A
Há há há... Acabou o dinheiro para o Fies....
Há há há… Acabou o dinheiro para o Fies….
Se o sonho de ter a casa própria já ficou mais difícil com o aumento dos juros pela Caixa Econômica Federal, o sonho de estudar e entrar numa faculdade também ficou mais longe do alcance de futuros advogados, médicos, engenheiros, economistas, administradores. Acabou o dinheiro. Essa é a curta e grossa resposta dada pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. O Fies, que era uma porta de entrada, foi fechado na cara de todos nós.
Aí você se pergunta: como assim acabou o dinheiro? como o dinheiro acaba para algo tão importante? Ainda mais agora, com o governo sendo obrigado a reduzir gastos e ainda sem a definição dos cortes no orçamento. Como o Fies ficará na foto é algo que não se sabe. Se o governo soubesse administrar bem sua máquina, se roubasse menos – não roubar seria uma utopia, vamos combinar – não faltaria dinheiro para a Educação, para a Saúde que sempre figuram como os pilares de campanha do presidente. E como mesmo cuspiu Dilma em sua campanha: “Seremos uma pátria educadora”. Dilma cuspiu ainda: “A educação será a prioridade das prioridades.”. Faz-me rir, presidente. Mas eu só consigo vomitar.
Se por pátria educadora a matéria corrupção tiver peso dois, o seu governo, aliás, o governo do PT, irá passar com louvor e já com doutorado.
É triste ouvir que acabou o dinheiro para o Fies, ou para a Educação, se vemos que dinheiro para vestir seguranças e equipe de cozinha com uma roupagem nova sobra no caixa do governo.
Sempre foi assim e sempre será. Pelo menos na mentalidade governista petista há sempre dinheiro para o que eles acreditam que seja o mais importante. E o dinheiro da propina, esse então já está “agarantido” desde sempre. Esse é vitalício.
Não aguento mais ouvir o PT
Não aguento mais ouvir o PT
Oh!! Que som é esse? Seriam panelas?
Infelizmente, na última terça-feira, 5, de maio, não pude assistir ao show de humor (ou seria horror?) que passaria na Globo, na Band, na Record, enfim, nas cadeias de rádio e televisão, porque vizinhos “inconsequentes” e eu (também “inconsequente”) batíamos panelas e piscávamos luzes. Esses shows de humor promovidos pelo PT já perderam a graça. Não consigo mais rir (e nem chorar, pois as lágrimas secaram) da piada contada pelo presidente do PT, Rui Falcão, aquela que diz que todo petista que cometer malfeito e ilegalidade não continuará nos quadros do partido. Se eu não soubesse o final da piada, mas já sei que mesmo condenados no processo do mensalão, José Dirceu e José Genoino, por exemplo, continuam petistas. Tem aquela outra piada que diz que antes do PT governar os ajustes da economia eram feitos com arrocho salarial e enorme sacrifício para o povo mais pobre. Como se agora não. Teve outra pouco parecida com essa que falava que no ajuste econômico que o governo está fazendo agora, o PT está defendendo que não se corte direito dos trabalhadores e que as medidas adotadas necessárias não afetem os mais pobres, e sim quem têm mais recursos. Cadê a graça nisso? Como se a classe média não estivesse sentindo nada. Tipo, estamos anestesiados. Fala sério!
E é ainda sério que, enquanto batíamos panela e gritávamos “Fora Dilma”, “Fora PT”, “Lula ladrão”, militantes petistas promoviam um tuitaço usando o termo #ToNaLutaPeloBrasil.
Mas, Dilma não falou nesse show de humor/horror. Ela apareceu duas vezes, mas seu nome não foi nem citado. Estratégia? Marketing? Medo? Vergonha? Ah, isso não. Com certeza não.
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, começou a trabalhar para que se desvincule o PT da presidente Dilma. Em sua opinião é um erro misturar as duas coisas. Mas cá pra nós, é muito difícil você não fazer a associação logo de imediato, PT, Dilma e Lula. São quase como se fossem siameses.
Por outro lado, vejo isso como uma coisa preocupante. Não podemos deixar que pensem que Lula, Dilma e PT sejam coisas diferentes. Não são. São do mesmo saco de esterco, só têm pequenas diferenças, tipo, um tem barba, o outro não, um tem… Mas enfim, só não podemos deixar que pensem que Lula é uma outra coisa, pois é com isso que ele contará para arquitetar a sua volta em 2018.
Lula tem investido nisso. Poucos talvez percebam. Ele talvez esteja até arriscando ver a Dilma afundar sem ameaçar jogar a boia, para chegar depois como salvador da pátria. Não é por acaso que rolou um vídeo dele malhando na academia de ginástica. A mensagem subliminar é mais forte do que você possa imaginar.
Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados

segunda-feira, 4 de maio de 2015

PERCIVAL PUGGINA



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REFORMA POLÍTICA DA CNBB? NÃO ASSINE!

por Percival Puggina. Artigo publicado em 28.04.2015


Sou leigo católico. Não faz parte de meus deveres de batizado seguir a orientação da CNBB para uma reforma política no Brasil. Reforma política é tema político e quem entra na pauta vai, necessariamente, para o contraditório. Ao se comprometer tanto com o assunto, a CNBB se envolve em algo que não lhe diz respeito e onde, mesmo entre juristas e cientistas políticos, as opiniões divergem. Como leigo, sou membro do Corpo Místico de Cristo (que é a própria Igreja, cuja unidade defendo e integro), mas quando a Conferência envereda no campo político, é ela que desliza para o espaço das opiniões e para os conflitos inerentes a essa atividade, desligando-se do que deve ser unitário. Nem fica bem invocar a unidade para eximir-se do contraditório, ou para fazer um tipo de crítica que tenta desqualificar a crítica.

Um grupo de 112 entidades uniu-se em torno de um projeto de reforma política para o país. Seguindo a velha cartilha da mobilização, iniciaram coleta de assinaturas, em busca do mínimo constitucionalmente exigido para os projetos de iniciativa popular - 1,5 milhão de adesões. O projeto foi amplamente divulgado em outubro de 2014 pelo movimento Eleições Limpas (www.eleicoeslimpas.com.br) e hoje é acionado por uma certa Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas (procure no Google por esse nome e clique em "Quem somos").

Examine a lista e depois me responda: qual o partido ou tendência ideológica que lhe vem à mente quando lê MST, CUT, Via Campesina, CONTAG, UNE, FENAJ? Em meio a uma batelada de ONGs que vivem às nossas custas, com acesso franqueado a verbas públicas, também integram a tal Coalizão: o MMC (Movimento das Mulheres Camponesas, aquelas que destruíram os laboratórios da Aracruz em 2006 e atacaram recentemente, em Itapetininga, um laboratório da Suzano Papel e Celulose), a UBM (entidade de mulheres pró-aborto), a RFS (Rede Feminista de Saúde, pró-aborto), a REBRIP (rede de ONGs e movimentos sociais com propostas "alternativas"), a Liga Brasileira de Lésbicas, o Movimento Evangélico Progressista, a Articulação Mulheres Brasileiras (pró-aborto e contra os direitos dos nascituros). Que interesses em comum podem ter com a CNBB?

Qualquer pessoa minimamente informada percebe que "tem PT nesse negócio". E tem. A proposta é um espelho das questões centrais do projeto petista de reforma política: voto em lista (acrescentando um segundo turno com voto nominal); financiamento exclusivamente público, ou seja, custeado pelos pagadores de impostos; um reforço aos instrumentos de democracia direta (bebendo água no Decreto Nº 8243, aquele dos sovietes). Agora, uma diferença. Enquanto a proposta petista falava em igual número de candidaturas masculinas e femininas aos cargos legislativos, a proposta da CNBB é mais moderninha e fala em igualdade de "gênero". Pode? Pode. É a CNBB. Enfim, a concepção do projeto é tão petista que o site do PT, em 26 de fevereiro, comemorou o manifesto da CNBB, conforme pode ser lido em (http://www.pt.org.br/cnbb-e-oab-lancam-manifesto-em-apoio-a-reforma-politica/).

Os católicos já foram solicitados pela CNBB, em 2002, a assinar por um calote da dívida externa (chamado de "auditoria") que absolutamente não era necessário; convidados a assinar por um plebiscito e uma nova constituinte que a ninguém interessou; convencidos de que a salvação moral da política viria da lei da ficha limpa (uma lei boa, aliás) que precedeu a maior ladroagem da história. Agora estão escaldados, e as assinaturas pela Reforma Política patinam, distantes do 1,5 milhão de adesões. Por isso, surgiu um formulário suprimindo do cabeçalho os nomes das entidades que revelam a vinculação da iniciativa aos já desacreditados interesses petistas. Desculpem-me, mas isso não se faz. Parece coisa de, digamos assim, petistas.

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* Percival Puggina (69) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+ e membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

Comentários



Luiz Alberto Mezzomo . 29.04.2015

É preciso que fique claro: A cnbb é inimiga de fato da Igreja Católica. É mais um dos diversos sindicatos e instituições, ligados ao pt; e a sua função é a de se infiltrar na Igreja. Ha muitos anos, que não contribuo com nada, que envolva este sindicato.
Luis Gonzaga . 28.04.2015

Caro Puggina, Basta um dito popular para chamar "as falas" essa - mais uma - malfadada iniciativa da CNB do B: " Diz-me com quem andas e te direi quem és!". Não sou contra a Igreja e seus desdobramentos administrativos / organizacionais envolverem-se em política. Aliás, recentemente o Papa Francisco chamou a atenção dos Católicos para a necessária atuação na política, de forma a não deixar, como agora, espaços para os adversários. Porém sou contra o ENGODO, a DISSIMULAÇÃO
Gustavo Pereira dos Santos . 28.04.2015

A excomungada CNBB tá mais suja que pau de galinheiro. O eleitorado petista paulofreirista não sabe ler, não assinará. Os demais 87% passarão batidos. Um abraço, Gustavo.