QUE Ines Scarparolo
Ines Scarparolo 10 de agosto de 2015 06:00
Ciao Honorio, che bello ritrovarti! Con gioia ti invio una piccola poesia scritta per l'arrivo di Noemi, la mia ultima nipotina.A la me spigheta de luna
(par Noemi)
A te si' rivà
spigheta de luna
dindolarte petona
rento el gnareto caldo
de to mama
e mi, spiga vecia
daromài arsa
par i massa soli passà,
'ncora me drisso al celo
par gòdare de sto àrfio
lesièro de Vita.
BEL SENTIMENTO POETICO. EL TOCA EL CUOR
AUGURI A LA NOEMI.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
LAVA JATO
==============================================
Polícia Federal adverte: Lava Jato não vai poupar Lula nem Dilma.
(Estadão) Discreto e de poucas palavras, o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello(foto), saiu do quase anonimato e disse ao Estado que, mesmo que as investigações cheguem perto da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Lula e de suas campanhas, isso não muda nada na Lava Jato e ninguém estará livre de ser investigado: “Nós investigamos fatos, não pessoas. Aonde os fatos vão chegar é consequência da investigação, doa a quem doer”.
Gaúcho de 49 anos, no cargo desde 2011, ele usou três vezes a mesma expressão, “doa a quem doer”, para dizer que a PF é uma instituição independente, que trabalha dentro da lei e com regras consolidadas de conduta, e que isso e as investigações vão continuar com “o ministro José Eduardo Cardozo na Justiça ou não, com o Daiello na PF ou não”.
A entrevista ocorre quando o governo Dilma está sob forte pressão da Lava Jato, da PF, do Ministério Público, da Justiça Eleitoral e do Tribunal de Contas da União, com versões recorrentes sobre a saída de Cardozo – que negou essa possibilidade na sexta-feira, depois de encontro com a presidente. O delegado fez firme defesa de Cardozo: “Sua conduta tem sido totalmente republicana”.
Se o ministro deixar o cargo, a PF muda?
Se o ministro vai ou não ficar é uma questão que afeta o Ministério da Justiça e a Presidência, não a PF. A PF é uma instituição sólida, seguirá sua vida com Cardozo ou sem Cardozo, com Daiello ou sem Daiello. Nós temos uma estrutura que se consolidou nos últimos anos, uma doutrina de polícia, de investigação, e uma cultura de polícia de Estado e de polícia legalista.
A direção do PT convocou o ministro para cobrar a atuação da PF, e o ex-presidente Lula diz nos bastidores que o ministro “não controla” a PF. Não controla mesmo?
A PF é controlada pela lei. Nós cumprimos a lei e ninguém vai aceitar ingerência política aqui. Pressionar o ministro da Justiça para influenciar, evitar, coibir qualquer ação da PF não é uma possibilidade. Pensar nesse sentido é premeditar o cometimento de um crime.
O ministro da Justiça não é seu chefe?
O ministro da Justiça é o responsável pela PF, mas na esfera administrativa. As ações da PF na esfera de investigação são feitas no limite da lei.
Então, o que tanto o senhor conversa com o ministro da Justiça? O senhor vive no ministério..
Assuntos correlatos à PF, fronteira, tráfico de drogas, equipamentos novos...
E investigação do PT, das campanhas da presidente?
ministro tem conhecimento de uma investigação no dia em que a operação é desencadeada, logo após as buscas e prisões. O diretor-geral, nesse momento, informa ao ministro o que esta acontecendo, mas só nesse momento.
E se um ministro da Justiça pedisse para o diretor da PF “maneirar” nessas investigações de empreiteiro, de Lula, de Dilma, de petistas?
O diretor-geral da PF tem como prioridade o cumprimento da lei. Ele vai cumprir a lei e fazer as investigações que a lei determina e dentro do limite que a lei determina.
Isso já aconteceu?
Não. O ministro tem uma conduta totalmente republicana e é extremamente legalista, como o diretor-geral da PF também é.
Algum político procurou o senhor para mandar esse recado?
Não há espaço para isso. A história da PF e as ações da PF já deixam claro uma postura republicana e uma polícia de Estado.
O PT reclama que tudo é doação de campanha e que a oposição também recebe. Dilma citou o tucano Aécio Neves. Por que a PF só atinge praticamente o PT?
A PF não investiga pessoas, mas fatos. Se existem indícios de que um fato pode ser crime, a PF vai investigar dentro de suas atribuições, que são o desvio de recursos da União, contrabando e tráfico de drogas.
Do outro lado, tucanos reclamam que toda investigação contra petistas e aliados ao governo tem sempre um único tucano, para constar que vocês são isentos.
Vale o mesmo princípio. A PF preza por esclarecer os fatos, trazer a verdade ao processo. É essa a nossa missão, doa a quem doer. A PF só instaura procedimento investigatório se tem indício de existência de crime e, quando o personagem tem foro privilegiado, ou seja, mandato, a PF precisa de autorização do STF ou do STJ.
Se não há pressão política, há pressão do poder econômico, principalmente com o ineditismo de empreiteiros na cadeia?
A PF, por sua doutrina, é imune a qualquer tipo de pressão. Não nos interessa quem está sendo investigado, mas fazer uma investigação competente, com provas robustas.
Um agente da PF disse à CPI da Petrobrás que implantou duas escutas, na cela do Alberto Youssef e no fumódromo, a mando de delegados da Lava Jato.
Toda e qualquer conduta duvidosa é apurada de imediato pela Corregedoria. Estamos apurando se o fato existiu e se foi ilícito administrativo ou penal.
Uma escuta ilegal poderia anular a Lava Jato?
Não vislumbro nada nesse suposto fato que possa levar à nulidade da Lava Jato. A operação é muito bem construída, com robustez das provas, que segue seu trajeto dentro do padrão das operações da PF.
Até onde vai a Lava Jato?
Vai até exaurir. Enquanto encontrar fatos com indícios de serem criminosos, a PF continuará investigando. A Lava Jato começou com a investigação de quatro doleiros, se estendeu para seus clientes, novos inquéritos foram abertos e virou o que virou. E vamos continuar
Mesmo que isso chegue perto de Dilma, do ex-presidente Lula e de campanhas de ambos?
Nós investigamos fatos, aonde os fatos vão chegar é consequência da investigação, doa a quem doer.
Se essa investigação chegar aos seus chefes e mexer com a institucionalidade do País, como o senhor lida com isso? Na parede da sua sala tem uma foto oficial da presidente da República.
Quando começa uma investigação você não sabe as pessoas que vão surgir. É preciso ter clareza de que não é dado o direito ao policial de não cumprir o que a lei determina. Não se trata de uma questão de escolha
As brigas com o MPF atrapalham as investigações?
As divergências entre PF e MPF são antigas, admito que continuam existindo, mas temos obrigação com a sociedade brasileira de trabalhar em conjunto e assim é feito.
A PF tem uma grampolândia?
Os equipamentos podem ser auditados para saber quem usou, quando usou, no que usou. A PF não é uma grampolândia. Não chega a 1% o número de investigações com monitoramento telefônico. Na Acrônimo (que investiga o governador de Minas, Fernando Pimentel) não teve, por exemplo.
O governador disse que fará uma representação contra o vazamento de informações contra el
Qualquer representação será apurada com rigor pela Corregedoria, mas é preciso ter presente que as operações têm em média um ano na PF e não há vazamentos nesse período. Só que, quando cumpro prisão e busca, todas as pessoas alvos têm acesso aos dados e, aí, não tenho mais como controlar. No caso do governador Pimentel, o juiz determinou a entrega da sentença e, quando fui na busca, tive de entregar a sentença. Vou a 15, 16 lugares, e entrego a decisão. A partir dali, já não posso garantir nada. Antes disso, alguém sabia da operação
O que é fundamental no combate ao crime organizado?
O foco é descapitalizar as organizações criminosas, porque, sem dinheiro, elas se enfraquecem e, asfixiadas, também não têm como corromper servidores e entes públicos. Por isso, várias operações que cresceram tanto começaram com a investigação de doleiros. É aí que está o dinheiro.
Há muitas críticas à prisão preventiva do Marcelo Odebrecht. Por que não temporária ou condução coercitiva?
Pedido de prisão não é unilateral, passa pelo parecer do MPF e pela decisão do juiz. Mas não falo de caso concreto
A presidente disse em Nova York que não respeita delator. O que acha?
A PF usa todos os meios de produção de prova previstos em lei, nem mais nem menos. Quanto à delação premiada, é um instrumento que tem ajudado muito nas investigações
O diretor-geral pode telefonar para um superintendente regional que ele nomeou e pedir para aliviar numa investigação?
Ele cai na hora, porque a instituição não aceita. E, se eu fizer uma coisa errada, qualquer policial pode me prender.
Houve tentativas de cooptação de jovens pela internet para atentados durante as Olimpíadas?
A PF tem uma unidade de prevenção ao terrorismo que cresce no mesmo padrão das outras polícias, mas a PF não fala de situações em andamento, que existiram ou não.
O Congresso tenta votar uma lei antiterror para o País. Aprova?
Acho importante para estarmos em sintonia com os demais países, para nos adequarmos a uma situação da atualidade.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
sábado, 1 de agosto de 2015
O MMEU FACCEBOOCK
FACEBOOK NA VIDA REAL
PARA SELECIONADOS.
EXEMPLO A SER SEGUIDO
Facebook...na vida real..
Para as pessoas da minha geração que não
compreendem realmente porque existe o Facebook.
Atualmente, estou tentando fazer amigos fora do
Facebook enquanto utilizo os mesmos princípios
Portanto, todo dia eu ando pela rua e digo aos pedestre
o que eu comi, como me sinto, o que fiz na noite
anterior e o que farei amanhã. E então eu lhes do
fotos de minha família, do meu cachorro e minhas cuidando
do jardim e passando o tempo na piscina.
E também ouço as suas conversas e lhes digo que os amo.
E isto funciona.
Eu já tenho 3 pessoas me seguindo: dois policiais e um psiquiatra!
terça-feira, 28 de julho de 2015
PROPAGANDA DA DILMA
Pública em defesa da Comunicação Pública e do fortalecimento do Conselho Curador Nota da EBC
16/04/2015 11h28
O Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação vem por meio desta nota reafirmar seu compromisso com o fortalecimento da comunicação pública, com a defesa do papel estratégico desta para uma sociedade democrática e, especificamente, com o papel da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na liderança desse processo. O Conselho Curador é parte significativa na legitimação da comunicação pública, pois é o órgão que garante a fiscalização e a participação social na gestão de uma das principais empresas públicas de comunicação do país.No último ano, o Conselho Curador vem se deparando com um descaso do atual governo com a comunicação pública e com seu órgão de controle social. Lamentamos o distanciamento dos ministros que têm assento neste Conselho, bem como o fato de que depois de quase um ano de encaminhamento à Presidência da República da lista tríplice para nomeação de cinco novos conselheiros, nada tenha sido definido. Corrobora ainda com esta situação o fato de que recentes reconduções de conselheiros e nomeações da diretoria executiva da empresa tenham sido efetivadas em um período de tempo bem menor.Causa-nos estranheza que este cenário esteja ocorrendo dentro de um Governo que defende a institucionalização e o fortalecimento dos Conselhos como instâncias de legitimação da participação social e do caráter verdadeiramente participativo e democrático das instituições públicas. Governo este que por diversas vezes convocou o Conselho Curador da EBC para somar forças junto a Secretaria Nacional de Participação Social na defesa do decreto Nº 8.243, de 23 de maio de 2014, que Institui a Política Nacional de Participação Social - PNPS e o Sistema Nacional de Participação Social – SNPS.Dessa forma, manifestamos a importância de que este Governo retome a atenção com a comunicação pública e o respeito para com este Conselho, que trabalha diuturnamente no sentido de deixar mais forte e crível a Empresa Brasil de Comunicação, e que, consequentemente, contribui para garantia do cumprimento da complementaridade dos sistemas público, privado e estatal previstos no art. 223 da Constituição Federal, fortalecendo assim a comunicação e a democracia do país.Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação
16/04/2015 11h28
O Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação vem por meio desta nota reafirmar seu compromisso com o fortalecimento da comunicação pública, com a defesa do papel estratégico desta para uma sociedade democrática e, especificamente, com o papel da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na liderança desse processo. O Conselho Curador é parte significativa na legitimação da comunicação pública, pois é o órgão que garante a fiscalização e a participação social na gestão de uma das principais empresas públicas de comunicação do país.No último ano, o Conselho Curador vem se deparando com um descaso do atual governo com a comunicação pública e com seu órgão de controle social. Lamentamos o distanciamento dos ministros que têm assento neste Conselho, bem como o fato de que depois de quase um ano de encaminhamento à Presidência da República da lista tríplice para nomeação de cinco novos conselheiros, nada tenha sido definido. Corrobora ainda com esta situação o fato de que recentes reconduções de conselheiros e nomeações da diretoria executiva da empresa tenham sido efetivadas em um período de tempo bem menor.Causa-nos estranheza que este cenário esteja ocorrendo dentro de um Governo que defende a institucionalização e o fortalecimento dos Conselhos como instâncias de legitimação da participação social e do caráter verdadeiramente participativo e democrático das instituições públicas. Governo este que por diversas vezes convocou o Conselho Curador da EBC para somar forças junto a Secretaria Nacional de Participação Social na defesa do decreto Nº 8.243, de 23 de maio de 2014, que Institui a Política Nacional de Participação Social - PNPS e o Sistema Nacional de Participação Social – SNPS.Dessa forma, manifestamos a importância de que este Governo retome a atenção com a comunicação pública e o respeito para com este Conselho, que trabalha diuturnamente no sentido de deixar mais forte e crível a Empresa Brasil de Comunicação, e que, consequentemente, contribui para garantia do cumprimento da complementaridade dos sistemas público, privado e estatal previstos no art. 223 da Constituição Federal, fortalecendo assim a comunicação e a democracia do país.Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação
quinta-feira, 23 de julho de 2015
FUNDOS DE PENSÃO
HOME OPINIÃO NOTÍCIA TURISMO 23 de Julho, 2015
←NESTA DATA→←GRÁFICOS→←CLÁSSICOS→
Untitled-1
No dia 19 de julho de 1834, nasceu Edgard Degas
suassuna 2
No dia 23 de julho de 2014, morre Ariano Suassuna
Gold_Room_Bretton_Woods_Participating_Nations_Display_Case
No dia 22 de julho de 1944, terminou a conferência de Bretton Woods
Ernest_Hemingway box grafico
No dia 21 de julho, nasce Ernest Hemingway, famoso escritor americano
5880
No dia 20 de julho de 1969, Neil Armstrong se tornou o primeiro a pisar na lua
Untitled-1
No dia 19 de julho de 1834, nasceu Edgard Degas
suassuna 2
No dia 23 de julho de 2014, morre Ariano Suassuna
RECEBA NOSSO BOLETIM DIÁRIO
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Sessão do Senado quando foi lido o requerimento de criação da CPI dos Fundos de Pensão (Fonte: Reprodução/Agência Senado)
COLUNA ESPLANADA
O ‘Fundo’ é mais embaixo
CPI dos Fundos de Pensão no Congresso Nacional terá a chance de revelar grandes perdas, déficits escondidos, investimentos mal feitos, gestão temerária e até rombos bilionários
por Leandro Mazzini
23 de julho, 2015
Share Share Share Share Share fonte | A A A
Se não passar de uma bravata a fim de assustar o PT e seus líderes, que há 12 anos têm ingerência nos conselhos dos maiores fundos previdenciários estatais do País, a CPI dos Fundos de Pensão no Congresso Nacional terá a chance de revelar grandes perdas, déficits escondidos, investimentos mal feitos, gestão temerária e até rombos bilionários. Entram nesse rol Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Real Grandeza (Furnas), Postalis (Correios), entre outros.
Poucos meses atrás, o PTB e o PMDB se digladiavam pelo controle do Cibrius, da Conab, a ponto de um peemedebista falar em nome da cúpula e tentar destituir conselheiros, numa manobra mal realizada que foi barrada pelos caciques.
É tamanha a ingerência política suprapartidária — das legendas aliadas do Governo — nos fundos de pensão que corre-se o risco de os eventuais indicados para a CPI terem de focar a lupa nas próprias mãos.
Descobrirão por exemplo que o mensaleiro Valdemar da Costa Neto tem digitais no conselho do Refer (da Rede Ferroviária Federal); que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, era o padrinho do finado Luiz Paulo Conde no Real Grandeza; que o presidente do Senado, Renan Calheiros, é apontado por delator em inquérito da PF de falcatruas no Postalis, no uso de R$ 100 milhões do fundo dos servidores dos Correios para compra da Universidade Gama Filho; que grãos petistas indicavam investimentos dos maiores fundos através de conselheiros apadrinhados por eles.
m maio do ano passado, a cúpula do PT ficou em polvorosa. Perdeu representantes — e respectivamente o controle — dos dois maiores fundos de pensão do País, a Funcef (Caixa) — cerca de R$ 80 bilhões de patrimônio — e a Previ (BB), com R$ 170 bilhões em caixa. Chapas ligadas ao partido sofreram derrotas. O PT tinha domínio desde a chegada ao Poder, em 2003, numa articulação bem desenhada de José Dirceu e Luiz Gushiken. Por ordem deles, os fundos se tornaram sócios das maiores empresas brasileiras — e muitas delas são doadoras de campanhas do… PT.
O Petros, por exemplo, é sócio e tem membros nos conselhos de grandes corporações como Oi, Telemar, Itaú, Shoppings Iguatemi, Brasil Foods, Norte Energia (Usina Belo Monte) etc. Falar em CPI dos Fundos de Pensão quer dizer mexer com todas estas empresas e suas ligações políticas. Mas a despeito do desfile de mandatários nos conselhos, há retornos significativos em alguns casos. Apenas em 2013, o Previ lucrou mais R$ 3 bilhões. Aposta em diferentes setores, desde ações na Bolsa, passando por uma invejosa carteira imobiliária, até uma curiosa sociedade: tornou-se sócio majoritário da Taurus, a fabricante de armas.
Milícia Oficial
Os agentes socioeducativos querem porte de armas, os do Detran também. Idem para a Polícia Legislativa no Congresso, apesar do minúsculo perímetro de atuação. Efeito da violência em alta, o Brasil vive uma onda de pedidos de proteção classista.
Eis outro. O deputado federal José Airton (PT-CE) acaba de protocolar projeto de lei 2367 que altera o inciso X do art. 6º, da Lei nº 10.826, de 2003. Concede ‘porte de armas aos Auditores Fiscais e Analistas Tributários das Receitas Estaduais’.
O empresário brasileiro, que merece um troféu por dia por sobreviver à carga de impostos, corre o risco de cobrança armada na sua porta. É a Milícia Oficial do Tesouro.
odos querem o Céu
stá fácil demais ser deputado, e tediante. Por isso uma turminha se acha no direito de cortejar o Céu — como o Senado é chamado pelos seus titulares.
O plenário da Câmara aprovou uma PEC que reduz o piso de idade para 31 anos para quem quer concorrer ao Senado. É a Emenda Wilsinho Filho (PMDB-PB) — seu autor, hoje deputado, terá essa idade em 2018. Ainda será analisada no Senado.
Não satisfeita, a federal Shéridan (PSDB-RR) apresentou a PEC 94 no último dia 15. Por ela, a idade mínima para concorrer ao Senado cai para 30 anos. Daqui a três anos, ela e o namorado, o deputado Arthur Bisneto (PSDB-AM), terão idades suficientes para disputar as vagas. O projeto está na fila para votação.
Com Equipe DF, SP e Nordeste
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No dia 19 de julho de 1834, nasceu Edgard Degas
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No dia 23 de julho de 2014, morre Ariano Suassuna
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No dia 22 de julho de 1944, terminou a conferência de Bretton Woods
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Sessão do Senado quando foi lido o requerimento de criação da CPI dos Fundos de Pensão (Fonte: Reprodução/Agência Senado)
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O ‘Fundo’ é mais embaixo
CPI dos Fundos de Pensão no Congresso Nacional terá a chance de revelar grandes perdas, déficits escondidos, investimentos mal feitos, gestão temerária e até rombos bilionários
por Leandro Mazzini
23 de julho, 2015
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Se não passar de uma bravata a fim de assustar o PT e seus líderes, que há 12 anos têm ingerência nos conselhos dos maiores fundos previdenciários estatais do País, a CPI dos Fundos de Pensão no Congresso Nacional terá a chance de revelar grandes perdas, déficits escondidos, investimentos mal feitos, gestão temerária e até rombos bilionários. Entram nesse rol Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Real Grandeza (Furnas), Postalis (Correios), entre outros.
Poucos meses atrás, o PTB e o PMDB se digladiavam pelo controle do Cibrius, da Conab, a ponto de um peemedebista falar em nome da cúpula e tentar destituir conselheiros, numa manobra mal realizada que foi barrada pelos caciques.
É tamanha a ingerência política suprapartidária — das legendas aliadas do Governo — nos fundos de pensão que corre-se o risco de os eventuais indicados para a CPI terem de focar a lupa nas próprias mãos.
Descobrirão por exemplo que o mensaleiro Valdemar da Costa Neto tem digitais no conselho do Refer (da Rede Ferroviária Federal); que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, era o padrinho do finado Luiz Paulo Conde no Real Grandeza; que o presidente do Senado, Renan Calheiros, é apontado por delator em inquérito da PF de falcatruas no Postalis, no uso de R$ 100 milhões do fundo dos servidores dos Correios para compra da Universidade Gama Filho; que grãos petistas indicavam investimentos dos maiores fundos através de conselheiros apadrinhados por eles.
m maio do ano passado, a cúpula do PT ficou em polvorosa. Perdeu representantes — e respectivamente o controle — dos dois maiores fundos de pensão do País, a Funcef (Caixa) — cerca de R$ 80 bilhões de patrimônio — e a Previ (BB), com R$ 170 bilhões em caixa. Chapas ligadas ao partido sofreram derrotas. O PT tinha domínio desde a chegada ao Poder, em 2003, numa articulação bem desenhada de José Dirceu e Luiz Gushiken. Por ordem deles, os fundos se tornaram sócios das maiores empresas brasileiras — e muitas delas são doadoras de campanhas do… PT.
O Petros, por exemplo, é sócio e tem membros nos conselhos de grandes corporações como Oi, Telemar, Itaú, Shoppings Iguatemi, Brasil Foods, Norte Energia (Usina Belo Monte) etc. Falar em CPI dos Fundos de Pensão quer dizer mexer com todas estas empresas e suas ligações políticas. Mas a despeito do desfile de mandatários nos conselhos, há retornos significativos em alguns casos. Apenas em 2013, o Previ lucrou mais R$ 3 bilhões. Aposta em diferentes setores, desde ações na Bolsa, passando por uma invejosa carteira imobiliária, até uma curiosa sociedade: tornou-se sócio majoritário da Taurus, a fabricante de armas.
Milícia Oficial
Os agentes socioeducativos querem porte de armas, os do Detran também. Idem para a Polícia Legislativa no Congresso, apesar do minúsculo perímetro de atuação. Efeito da violência em alta, o Brasil vive uma onda de pedidos de proteção classista.
Eis outro. O deputado federal José Airton (PT-CE) acaba de protocolar projeto de lei 2367 que altera o inciso X do art. 6º, da Lei nº 10.826, de 2003. Concede ‘porte de armas aos Auditores Fiscais e Analistas Tributários das Receitas Estaduais’.
O empresário brasileiro, que merece um troféu por dia por sobreviver à carga de impostos, corre o risco de cobrança armada na sua porta. É a Milícia Oficial do Tesouro.
odos querem o Céu
stá fácil demais ser deputado, e tediante. Por isso uma turminha se acha no direito de cortejar o Céu — como o Senado é chamado pelos seus titulares.
O plenário da Câmara aprovou uma PEC que reduz o piso de idade para 31 anos para quem quer concorrer ao Senado. É a Emenda Wilsinho Filho (PMDB-PB) — seu autor, hoje deputado, terá essa idade em 2018. Ainda será analisada no Senado.
Não satisfeita, a federal Shéridan (PSDB-RR) apresentou a PEC 94 no último dia 15. Por ela, a idade mínima para concorrer ao Senado cai para 30 anos. Daqui a três anos, ela e o namorado, o deputado Arthur Bisneto (PSDB-AM), terão idades suficientes para disputar as vagas. O projeto está na fila para votação.
Com Equipe DF, SP e Nordeste
quarta-feira, 22 de julho de 2015
LULA VAI PRA RUA
LULA, SAI DO FACE E VEM PRA RUA!
por Percival Puggina. Artigo publicado em 11.07.2015
Há alguns dias, no melhor estilo que seu caráter pode proporcionar, Lula resolveu puxar as orelhas de sua protegida. Disse que ela se tranca no gabinete, que foge do contato com o povo, que deveria estar nas ruas defendendo seu governo. Ao final, diagnosticou que o governo petista, nas mãos da companheira, "já está no volume morto". E por aí foi. Das duas uma: se falou sério foi velhaco; se falou brincando, também.
Em ambos os casos, ele está tratando de se eximir das responsabilidades que sobre ele recaem em relação aos 13 anos de governo petista. Oito foram dele e cinco correm à conta de seu braço direito e grande gestora, a mãe do PAC, a madrinha de Pasadena, a tia do Petrolão e a dona da crise. Sair para rua? Ô Lula! Você pode imaginar Dilma passeando num shopping, pedalando na Lagoa Rodrigo de Freitas ou na orla do Guaíba? Consegue imaginar Dilma apertando mãos na Rua da Praia ou jantando no Piantella? Vai com ela, Lula. Vai com ela.
Mesmo quando tinha bem mais de nove pontos de aprovação, a presidente descobriu que aparecer em público era um convite à vaia e ao panelaço. Com nove pontos, assistir um jogo de futebol seria franquear-se para ataques à sua dignidade pessoal e familiar. Portanto, o conselho de Lula está muito longe de ser uma orientação estratégica. É expressão do mais indigno "faz o que eu digo, mas não faz o que eu faço", porque também ele, Lula, só aparece valente cheio de indignações e razões no Facebook, no meio dos próprios companheiros ou entre gente muito amiga do peito.
Essa frase de Lula dispensa o discurso da mandioca e da "mulher sapiens" para evidenciar mais esse absurdo da nossa democracia: o absurdo do poder que se mantém nas mesmas mãos apesar de seus dois principais representantes, que governam o país há 13 anos, não poderem aparecer em público, tamanha sua rejeição. Hoje, se dependesse da vontade popular, estavam fora do poder. Mas isso, no presidencialismo, não tem qualquer significado. Ao que tudo indica, estamos dependendo do TCU ou da UTC. Mas a CUT resiste.
* Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.
por Percival Puggina. Artigo publicado em 11.07.2015
Há alguns dias, no melhor estilo que seu caráter pode proporcionar, Lula resolveu puxar as orelhas de sua protegida. Disse que ela se tranca no gabinete, que foge do contato com o povo, que deveria estar nas ruas defendendo seu governo. Ao final, diagnosticou que o governo petista, nas mãos da companheira, "já está no volume morto". E por aí foi. Das duas uma: se falou sério foi velhaco; se falou brincando, também.
Em ambos os casos, ele está tratando de se eximir das responsabilidades que sobre ele recaem em relação aos 13 anos de governo petista. Oito foram dele e cinco correm à conta de seu braço direito e grande gestora, a mãe do PAC, a madrinha de Pasadena, a tia do Petrolão e a dona da crise. Sair para rua? Ô Lula! Você pode imaginar Dilma passeando num shopping, pedalando na Lagoa Rodrigo de Freitas ou na orla do Guaíba? Consegue imaginar Dilma apertando mãos na Rua da Praia ou jantando no Piantella? Vai com ela, Lula. Vai com ela.
Mesmo quando tinha bem mais de nove pontos de aprovação, a presidente descobriu que aparecer em público era um convite à vaia e ao panelaço. Com nove pontos, assistir um jogo de futebol seria franquear-se para ataques à sua dignidade pessoal e familiar. Portanto, o conselho de Lula está muito longe de ser uma orientação estratégica. É expressão do mais indigno "faz o que eu digo, mas não faz o que eu faço", porque também ele, Lula, só aparece valente cheio de indignações e razões no Facebook, no meio dos próprios companheiros ou entre gente muito amiga do peito.
Essa frase de Lula dispensa o discurso da mandioca e da "mulher sapiens" para evidenciar mais esse absurdo da nossa democracia: o absurdo do poder que se mantém nas mesmas mãos apesar de seus dois principais representantes, que governam o país há 13 anos, não poderem aparecer em público, tamanha sua rejeição. Hoje, se dependesse da vontade popular, estavam fora do poder. Mas isso, no presidencialismo, não tem qualquer significado. Ao que tudo indica, estamos dependendo do TCU ou da UTC. Mas a CUT resiste.
* Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.
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