terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O MITO

ODE AOS TRANSGÊNICOS

O mito da comida orgânica

Geneticista critica o desprezo por alimentos geneticamente modificados e diz que as pessoas apelam aos orgânicos por conta de um medo que não tem lógica

O mito da comida orgânica
Para a geneticista, é muito melhor o alimento ser geneticamente modificado do que receber pesticidas (Foto: Pixabay)
A patologista e geneticista de plantas Pamela Ronald, 54, que fez doutorado na Universidade da Califórnia em Berkeley, diz que o desprezo por alimentos geneticamente modificados é errado. Ela é casada com um fazendeiro que produz alimentos orgânicos. A pesquisadora fala sobre assuntos polêmicos e diz receber ameaças agressivas. “Eu acho triste um cientista sair do laboratório para comunicar ao público o consenso de uma área e então se tornar vítimas de ataques.” Segundo ela, as pessoas apelam aos orgânicos por conta de um medo antigo e que não tem lógica.
Leia mais: Anvisa reavalia herbicida apontado como ‘provável cancerígeno’ pela OMS
Sobre a diferença entre sua profissão e a do marido, ela diz: “meu marido e eu temos o mesmo objetivo: alimentar a população crescente sem destruir ainda mais o ambiente. Fazendeiros orgânicos usam todo tipo de técnica, exceto engenharia genética.” Ela explica que quando ele começou a plantar orgânicos, há 35 anos, não havia engenharia genética na área da agricultura, só na medicina. “Até onde sei ninguém reclama dos medicamentos feitos com engenharia genética. O fato de ser diferente na agricultura não tem lógica. É um medo antigo. Naquele tempo era comprensível , era uma tecnologia nova. Agora é só marketing, na minha opinião, uma tentaiva de fazer com que as pessoas comprem mais orgânicos.”
Para a geneticista, é muito melhor o alimento ser geneticamente modificado do que receber pesticidas. “Os consumidores estão clamando por um milho não modificado porque eles acham que é mais saudável. É a lei da oferta e da procura. O fazendeiro pode produzir aquilo, mas será 50% mais caro e ele terá de usar pesticidas mais velhos e mais tóxicos”.
Sobre o uso do glifosato, um herbicida vendido pela Monsanto para ser usado em transgênicos, ela tem uma opinião polêmica. “Parece que o glifosato foi ótimo para a imagem dos orgânicos e péssimo para os organismos modificados. Muitas pessoas quando ouvem falar de organismos geneticamente modificados elas pensam em glifosato. Mas o glifosato é menos tóxico que sal de cozinha. Se você olhar a dose letal, a dose de glifosato seria altíssima. Ele ajuda muito a controlar as ervas-daninhas.”
Recentemente, a OMS disse que o glifosato é “provavelmente cancerígeno para seres humanos”. “Há muitos na lista, como café ou carne vermelha. Ele não causa câncer – é um possível ou provável cancerígeno, mas como meu pai diz, ‘tudo em moderação’. Você não vai lá e bebe glifosato. Não faz sentido. A OMS não tem nenhum dado novo. Não fala da dose. É algo um pouco confuso. Supondo que ele fosse banido, os possíveis substitutos são ainda mais tóxicos”, afirma.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

VACA SAGRADA NA INDIA

Por que a vaca é sagrada na Índia?

A tradição nasceu com o hinduísmo. Os Vedas, coletânea de textos religiosos de cerca de 1500 a.C., comentam a fertilidade do animal e o associam a várias divindades. Outra escritura hinduísta fundamental, o Manusmriti, compilado por volta do século I a.C., também enfatiza a importância da vaca para o homem. Nos séculos seguintes, foram criadas leis elevando gradualmente o status religioso bovino. No sistema de castas que ainda vigora na sociedade indiana, a vaca é considerada mais "pura" até do que os brâmanes (indivíduos pertencentes à casta mais elevada, dos sacerdotes) - por isso, não pode ser morta nem ferida e tem passe livre para circular pelas ruas sem ser incomodada. O leite do animal, sua urina e até mesmo suas fezes são utilizados em rituais de purificação.
A adoração, no entanto, não é unanimidade entre os hindus e suscita debates inflamados no país. Em seu livro The Myth of Holy Cow ("O Mito da Vaca Sagrada", sem tradução para o português), o historiador indiano Dwijendra Narayan Jha, da Universidade de Délhi, sustenta a tese de que o hábito de comer carne era bastante comum na sociedade hindu primitiva e condena o "fundamentalismo em torno da santificação do animal", imposto pelos principais grupos religiosos da Índia. Estes mesmos grupos, é claro, baniram o livro e recomendaram que os exemplares à venda fossem queimados. Ainda mais depois que o autor confessou o hábito de comer um filé malpassado de vez em quando.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

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10 dez, 2015
A (minha) carta!
Claudio Schamis escreve às quintas-feiras
Senhora Presidente, ‘Veritas temporis filia’. (a verdade é filha do tempo).
Por isso também lhe escrevo. Ou você acha que é só o Michel Temer que pode? Na verdade essa carta seria uma espécie de um pedido de demissão. Sim, apesar de estar desempregado, quero solicitar que você aceite meu pedido de demissão de cidadão brasileiro. Não dá mais. Acabou. Não tenho tempo de vida, apesar de todo o avanço tecnológico e da medicina, de esperar que o país se transforme no que poderia ter sido um dia e que nunca será. Vamos enfrentar a verdade. Lembra que ela é filha do tempo? Mas esse tempo é cruel, ele não perdoa, ele avança sem dar uma pausa. Preciso tentar ser feliz e viver bem sem esse peso de ser brasileiro. Hoje, convenhamos, é um fardo sacar o passaporte azul, que nem verde esperança é mais. Será um ato falho de vocês? Ou é a constatação de que a esperança, que deveria ser a última a morrer, morreu faz um tempo.
Muito a propósito do intenso noticiário sobre o pedido de impeachment, das manobras feitas pelo seu partido e aliados para atravancar o processo, do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, ter suspendido a instalação da Comissão Especial formada por uma maioria de oposicionistas do seu governo, que decidiria se o processo contra a senhora seguirá ou será arquivado.
Não consigo ser cidadão brasileiro vendo o Congresso virar um ringue de briga, com xingamentos, empurrões e quebra-quebra. Vendo os ratos tentando seus pactos, com promessas futuras. Brigas para que a votação fosse aberta ao invés de secreta. E sabemos que aberta é muito para um país onde seus políticos, em sua maioria, não mostra a cara. Na surdina nunca se sabe quem são seus amigos.
Desde logo lhe digo que quando Lula foi eleito meu mundo caiu. Mas ainda assim no
Minha carta à presidente
Minha carta à presidente
fundo da alma acreditava ainda que algo de bom estava por vir. Não veio. Aconteceu o pior, Lula foi reeleito. Mas eu ia tocando a vida. A inflação parecia controlada, mas eu nunca deixei de sentir um incômodo. O tempo passou e veio o mensalão. E o meu mal-estar em ser cidadão brasileiro se agravava.
Jamais eu disse que acreditava que alguma coisa pudesse mudar. Mudar requer um pouco de risco, talvez, mas no final das contas, a senhora foi reeleita, apesar de tudo.
E eu continuei aqui como cidadão brasileiro sobrevivendo a cada dia. Sobrevivendo sim e dançando conforme a música. Nem sempre dava para ouvir um clássico. Muitas vezes tive de fechar os olhos para não ver o funk que tocava.
Pois é, presidente. O seu próprio ministro Ricardo Berzoini, o seu articulador político, disse dias atrás “ou temos votos suficientes para vencer essa parada ou significa que o governo não tem base politica para se manter como governo”. Dilma, se seu próprio ministro tá falando isso… Qual então a parada?
Sou (ainda) cidadão brasileiro e a senhora resolveu ignorar-me como tal e está tendo ideias mirabolantes de como tirar mais dinheiro da gente aqui. Só porque você não foi capaz de segurar a sua compulsão em gastar mais do que poderia. E você não se fez de rogada. Seja com aumento de impostos diretos, seja com a sua ideia brilhante de recriar a CPMF, ou com o aumento de impostos indiretos como o Cide.
Se a senhora acha que não pode mais confiar em mim como cidadão brasileiro, eu posso adiantar que nunca confiei na senhora. Nem por um minuto sequer. Aquele seu papinho antes da eleição de que faria e aconteceria e que tudo seria cor de rosa não me tocou, não me comoveu. Muito pelo contrário, achei que você estava fora de si. E mesmo assim…
Sei que você cospe sempre que foi legitimamente eleita. Será mesmo? Durante o governo Lula e no seu governo vimos tantas coisas surreais que sabe que não sei o quão legítimo foi isso. Isso sem considerar como você custeou a sua campanha. São duas coisas distintas. Vai saber que num mundo tecnológico como o nosso não seria possível manipular uma urna eletrônica. Dinheiro para isso vocês arrumam. Se não foi ou fosse da Petrobras, tinha ainda a Eletrobras, o Banco do Brasil, o BNDES, a Caixa. Ou vai dizer que estou viajando? E você acha que dá para viajar com o dólar batendo os R$ 4,00?
Dilma, segundo o coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, o procurador Deltan Dallagnol, a PF só teve acesso a 10% das informações sobre as cercas de 300 contas na Suíça suspeitas de terem sido usadas no esquema. Eu sei que a senhora disse que não tem conta na Suíça, mas será que não tem mesmo? Talvez uma empresa da filha do seu motorista, ou uma tia sua. Isso pode ser coisa de tia.
Diferente do vice-presidente Michel Temer que acha que você o deixou como objeto decorativo nos seus primeiros quatro anos de governo, eu nem decorativo fui para você, então não me culpo por ter escrito essa carta. Ia escrever na verdade para Papai Noel, mas com certeza dá no mesmo, então resolvi me dirigir a você. Espero que a receba de peito aberto, mas não precisa marcar encontro depois comigo não.
Já que você divulgou a carta do Michel, então peço que publique a minha carta no Diário Oficial. E, por favor, acate meu pedido de demissão como cidadão brasileiro.
Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

DILMA ESTÁ BRABA.

A presidente Dilma veio às falas e se declarou indignada. Ela, indignada. E nós, o quê? Nós, constrangidos a conviver com recessão, inflação e corrupção. Nós, sentenciados a acatar aumentos de impostos, solução indicada por quem sequer entendeu a natureza do problema. Somos notificados, nós, em cadeia nacional, de que a presidente está braba…
Ora, leitores, o Brasil cansou de Dilma, do seu partido, das enrolações, das mentiras e das mistificações que mantêm o PT no poder.
Na última quinta-feira, 3, assisti a leitura do pedido de impeachment ao plenário da Câmara dos Deputados. Estarrecedora a lista de crimes de responsabilidade fiscal praticados pelo governo! Na origem de cada um deles a mesma motivação: ocultação da realidade, dissimulação dos fatos, enganação. A tais práticas, lembremo-nos, era dado o nome de “contabilidade criativa”. Valha-nos Deus!
A presidente espera enfrentar a crise acusando a oposição de conspirar contra o interesse público. Mas quem agiu prolongada e determinadamente contra a nação, olhos postos apenas no interesse próprio e nas parcerias ideológicas? Quem fez o diabo e todos os diabinhos possíveis para vencer a eleição gerando o caos subsequente, jogando o país em mais uma década perdida?
O Brasil precisa de união nacional para enfrentar a crise.  A presidente não perdeu apenas 70% dos votos que fez no ano passado. Por não respeitar o interesse público, por valorizar mais a reeleição do que o bem do país, ela perdeu o respeito do país. E não há, tampouco, como seu partido unificar qualquer coisa politicamente consistente. Enquanto o governo jogava o país na valeta da estrada por onde outros avançam, o partido governante entesourava e tratava de dedicar o Estado, o governo e a administração à tarefa de construir conflitos e impor suas pautas.
A unidade, em torno de Dilma Rousseff, só pode ser na tarefa de nos enganarmos uns aos outros para que, ao final, estejamos todos vivendo o mesmo delírio. E a unidade, em torno do PT, é a guerra de todos contra todos, é a simultaneidade dos ódios provocados e a explosão de todos os conflitos existentes, inventados e ainda por inventar.
O impeachment no qual o país depositou suas esperanças neste ano que chega ao fim foi posto em marcha. Ao longo das próximas décadas estaremos falando destes dias, destas semanas, e saberemos que, em 2015, o povo brasileiro mobilizou-se para que se cumprisse a Constituição e fossem afastados do poder aqueles que se uniram na mentira e nela se abastaram.
Tanto semearam divisão que acabaram unindo o país contra si.

domingo, 6 de dezembro de 2015


Recebi a grata e honrosa visita nesta data, do meu neto Dr. Rafael Tonial dos Santos.

O mesmo reside em São Sebastião do Caí, clinicando dermatologia e clínica general em consultório e na prefeitura municipal.

Foi uma bela oportunidade para relembrar os tempos de infância e debater a atual situação do nosso país.

O mesmo passará a contribuir com matéria referente a área da saúde pública, que serão transcritas neste blog.

                                                                   Erechim, 06 de dezembro de 2015.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

PAIS DAS DIFERENÇAS

detalhe que faz a grande diferença

Inspirados pelos exemplos que não saem dos jornais, brasileiros de todos os escalões também se acham no direito de pregar uma pequena inverdade

No país da fraude e da mentira, o detalhe que faz a grande diferença
Todas as classes estão, de alguma forma, descumprindo os mandamentos de 'não roubar' (Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)
No território livre da mentira, da fraude e da falsidade ideológica em que se transformou o Brasil, mudar a versão ficou tão fácil quanto mudar de
cor ou de sexo. Talvez inspirados pelos exemplos que não saem das primeiras páginas dos jornais, os brasileiros de – de todos os escalões – também se acham no direito de pregar uma pequena inverdade para tirar proveito – como é o caso daqueles que foram beneficiados pelo “Minha casa, Minha Vida” mesmo já tendo um outro imóvel anteriormente. Os exemplos são muitos e não param por aí.
Executivos de bancos, secretários da administração pública, dirigentes de clubes e federações esportivas, promotores, policiais, atletas, enfim, todas as classes estão, de alguma forma, descumprindo os mandamentos de “não roubar”, “não levantar falso testemunho” ou “não cobiçar as coisas alheias”. No “Vale tudo tupiniquim” tudo não passa de um pecadinho só.
Em recente seleção para a carreira diplomática, por exemplo, a Procuradoria-Geral da República no Distrito Federal (PGR-DF) recomendou que fosse aberta ação civil pública para verificar porque candidatos brancos se autodeclararam negros – aproveitando das benesses do sistema de cotas –
com o objetivo de obter uma vaga no Itamaraty com mais facilidade e com salário inicial de R$ 15.005,26. Como diz o verso “Bunda de mulata,
muque de peão” da canção “Eu sou neguinha”, de Caetano Veloso, temos todas as cores e todos os sexos.
A verificação da falsidade também passa pelos banheiros públicos e é discussão para o Supremo Tribunal Federal. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou parecer ao STF defendendo que transexuais tenham o direito de usar banheiros públicos femininos. Caberá aos onze sisudos ministros do Supremo julgar o recurso de uma transexual que pede indenização por ter sido impedida de usar o banheiro feminino num shopping center em Florianópolis.
Disse o procurador: “Impedir que alguém que se sente mulher e se identifica como tal de usar o banheiro feminino é, sem dúvida, uma violência”. Mesmo que esse alguém traga na intimidade um detalhe que faça grande diferença…

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

NATAL

Nada é perfeito, nem o que foi, é ou será
Por que será?
Teria sido o tempo, um contratempo?
Ou as eras desunidas fartaram-se da paciência...
Ou os homens exigiram demais...
Ou a Terra ainda gesta a perfeição...
 
Então, já que o pensamento sempre existiu
Por que ninguém ouviu
Que a vida ainda chega e já vai de partida?
É tão rápido nascer como um qualquer...
É tão nefasta e demorada a guerra...
É tão fácil saber que Deus existe...
 
Triste é tudo o que está fora dos rumos
Por que a felicidade é feita de resumos,
Se o bem volta e o oposto revolta?
Não há espaço para pouco raciocínio...
Não é correto guardar às portas secretas...
Não oculta-se a caridade.
 
Verdade é quando questiona-se às paixões
Seriam elas alucinações?
Uma inútil perfeição dentro de uma afirmação
Quando n’alma escrevem-se poemas
Quando basta um olhar para sorrir
Quando tudo o que vive está existindo...
 
 

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 19h32
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