terça-feira, 22 de março de 2016

LULA VAI A DILMA


Lula vai a Dilma para avaliar futuro no governo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na noite desta segunda-feira (21) ao Palácio da Alvorada, em Brasília, para um encontro com a presidente Dilma Rousseff, a fim de avaliar a conveniência de permanecer como ministro-chefe da Casa Civil depois que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a nomeação dele para o cargo.

Antes do encontro, a aliados, Lula chegou a manifestar sua disposição de desistir do cargo de ministro.

O governo recorreu da decisão de Gilmar Mendes, mas não há certeza de que Lula conseguirá se manter no posto se a definição sobre o assunto vier a ser dada pelo plenário do Supremo.

Alguns parlamentares do PT defendem que ele assuma um cargo de assessor, para ajudar na coordenação política, ou que exerça esse papel informalmente.

Há o reconhecimento de que, depois de reveladas as gravações com ordem judicial, os aliados passaram a ter medo de conversar com Lula por telefone, o que dificultou as articulações políticas do ex-presidente para conter o processo de impeachment de Dilma na Câmara.

Como revelou mais cedo o Blog, durante o fim de semana, Lula chegou a demonstrar arrependimento por ter aceitado a proposta de virar ministro. Pela ideia inicial, havia pressa de entrar no governo a fim de fugir da mira do juiz federal Sergio Moro 

Todos os cenários sobre o futuro político imediato de Lula seriam avaliados na conversa com a presidente.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Gilmar Mendes suspende posse de Lula

Ministro do Supremo também determinou que a investigação do ex-presidente seja mantida com o juiz federal Sérgio Moro


Gilmar Mendes suspende posse de Lula
O ex-presidente Lula e o ministro Gilmar Mendes em cerimônia no STF em 2010 (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)
A posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil foi suspensa nesta sexta-feira, 18. A decisão foi do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que acolheu ações apresentadas pelo PSDB e pelo PPS questionando a legalidade da nomeação.
O governo afirmou que vai recorrer da decisão. O ministro Gilmar Mendes diz que viu intenção de Lula em fraudar as investigações na Operação Lava Jato.
Além da suspensão da posse de Lula, Gilmar Mendes também determinou que a investigação do ex-presidente seja mantida com o juiz federal Sérgio Moro.
Após a posse do ex-presidente Lula como ministro-chefe da Casa Civil na última quinta-feira, 17, algumas decisões provisórias chegaram a suspender a nomeação, mas foram proferidas e cassadas por Tribunais Federais.
Em sua decisão, Gilmar Mendes ressalta que “o objetivo da falsidade é claro: impedir o cumprimento de ordem de prisão de juiz de primeira instância. Uma espécie de salvo conduto emitida pela Presidente da República” […] Pairava cenário que indicava que, nos próximos desdobramentos, o ex-Presidente poderia ser implicado em ulteriores investigações, preso preventivamente e processado criminalmente. A assunção de cargo de Ministro de Estado seria uma forma concreta de obstar essas consequências. As conversas interceptadas com autorização da 13ª Vara Federal de Curitiba apontam no sentido de que foi esse o propósito da nomeação”.
A nomeação de Lula para a chefia da Casa Civil já havia sido duramente criticada pelo ministro Gilmar Mendes na última quarta-feira, 16.

domingo, 20 de março de 2016

sexta-feira, 18 de março de 2016

FAVA "LUINA"


  • LA FAVA LUÍNA
    Par ingrassar la terra e vegner fora bele le piantaion, co scominsiea a veder che le racolte le scarsea, col badil, se binea su la boassa dele bèstie ntea stala, se carghea la careta, se la portea par sparamarla ndove la terra lera pi fiaca.
    Tante olte, tel mese
    de aprile, se piantea na semensa de nome “fava luína”, par ingrassar e tegner querta la tera ntel inverno.
    Sta erba la ze dea medèsima fameia dei bisi e che la se
     Infiapisse  ntei mesi fredi.
    Co la scominsea a fiorir lera fin bel de veder. Parea fin un giardino de tan bel  che lera.
    Brespe, bisseti e farfaie a volar, becar e a snasar i fiori ghenera abastansa.
    Dele olte, fea fin fastìdio starghe darente. Ma anca se le area fora e se serchea de querderle parche le se smarsissa. Altre olte se le urtea dentro dea riga verta per el vassor e dopo se querte de terá.
    Pi tardi em pupa, co la machineta, el piantea el mìlio   o   i   fasoi.   Co   piovea   polito   vegnia   fora   bele   piante   e   anca   bele   racolte.
      Co manchea  la piova, alora lera segnal de carestia. Podea mancar el mìlio par la polenta e i fasoi in tea pignata.
     Col slongar del tempo, el adubo chimico e i veleni i ga tolto el posto de  tuto.
     Ncoi i fruti i ze bèi, ma no se sà quanto de velen che i ga rento. E no se vede mia pi qualche piantaion de “fava luína”, anca cognossesta par “tremoço”.
    Colaboratore: Luiz A. Radaelli – Lajeado - RS
     

terça-feira, 15 de março de 2016

INGURIE MELONI


 

  • Ingurie e meloni
    La risaia, el toco de terra ndoe pianteven el riso, el gavea pi umidità che i altri.
    Parche el riso par vegner bel e con bele spighe el ga bisogno de aqua abastansa, sinò i grani i resta bianchi e vodi.
  • Ghenera arquante varietà ma el pupà ghe piasea piantar
    quei dei grani longhi.
  • Tei ani che piovea polito ghenera riso a volontà, magari quando
    manchea la piova vegnia anca tempo de carestia.
    In meso la piantaion de riso pianteven anca le somense de ingùrie e meloni.
    Feven le buse e se le impienia co la boassa dele vache. Le piante le vegnia grande bele. I fruti li squerdeimo con erba parche el sol no le brusesse. Passà el tempo se scominsiea   a   sentir   el   udor   dei   meloni   maduri.   I   deventea   zaldi   e   le   ingùrie   se   le sciochea coi dei par sentir el suono che le fea. Quanto che gavemo magnà.
  • Tante olte se le spachea contra i sassi e no dopereimo cortèli, pironi e ne possade par taiarle.
    Ndar ntea risaia a matina bonora someiea ndar ntel paradiso perche se sentia in aria el profumo dei meloni. Ghenera quei de color zaldo, bianco, neve, e rosa.
  •  Le ingùrie, squasi tute,  le  zera   de   color  rosso   ma  ghenera  anca  de  color zaldo.  Pi  de  na  olta gavemo desmentegà  la  racomandassion de  che  lè meio   vansar  el  magnar do  che crepar la pansa. Però se fea de quele bele pissade par butar fora tuta quela aqua dele
    ingùrie e meloni che restea in tea pansa.
     
     

SENADORA DENUNCIADA

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    Lava-Jato: em delação, Delcídio acusa Gleisi de corrupção e de ser a rainha do “pixuleco”

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    Delcídio Amaral, senador sul-mato-grossense que foi líder do governo Dilma no Senado Federal, entregou de bandeja a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) em sua delação premiada, que continua estremecendo os pilares da república petralha. Gleisi, conhecida no Paraná como “Joana D’Arc das Araucárias”, é a rainha do “pixuleco”.
    O senador-delator disse, de acordo com a revista IstoÉ, “que a empresa Consist sempre atuou como braço financeiro dela [Gleisi Hoffmann] e do marido, [o ex-ministro do Planejamento e das Comunicações] Paulo Bernardo, como mantenedora das despesas do mandato da senadora nos últimos anos”.
    O depoimento bombástico de Delcídio Amaral confirma outra delação premiada, já homologada pelo Supremo Tribunal Federal, que jogou no colo de Gleisi Hoffmann a Operação Pixuleco II, 18ª fase da Operação Lava-Jato. Trata-se da delação do ex-vereador petista Alexandre Romano, o Chambinho.
    A Pixuleco II investiga um esquema criminoso de desvio de recursos a partir de empréstimos consignados que tornou-se possível com a cumplicidade do Ministério do Planejamento no tempo em que a pasta era comandada pelo marido de Gleisi. O esquema rendeu pelo menos R$ 53 milhões à empresa Consist, que operava os empréstimos. Cerca de R$ 8 milhões do valor total acabaram na conta do advogado de Gleisi, o petista curitibano Guilherme Gonçalves, que passou a bancar as despesas pessoais da senadora, inclusive o salário do seu motorista.
    Na delação premiada de Chambinho, homologada recentemente pela Justiça, há detalhes de transações escusas. Aos investigadores, Chambinho disse, por exemplo, como o dinheiro de origem ilícita irrigou o caixa dois da campanha da senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR). Parte do dinheiro saiu de um contrato milionário firmado nos Correios – estatal vinculada ao Ministério das Comunicações, comandado durante anos por Paulo Bernardo da Silva.
    O próprio Paulo Bernardo é citado como beneficiário de dinheiro sujo repassado pelo advogado Guilherme Gonçalves, também investigado na Pixuleco II. O dinheiro teria chegado à campanha de Gleisi por meio de um contrato fictício firmado com um escritório de advocacia. Quem recebeu a bolada, em nome da campanha, foi Leones Dall’Agnol, ex-chefe de gabinete de Gleisi e de Paulo Bernardo. Por Gleisi ter foro privilegiado, as investigações estão no Supremo Tribunal Federal (STF).

    sábado, 12 de março de 2016

    APUROS DA DILMA


    Num instante em que Dilma imagina que tudo está ruim —o Lula virando ex-Lula, o PT aderindo à oposição, o marqueteiro Santana na cadeia, o ex-líder Delcídio suando o dedo, a Andrade Gutierrez iluminando as arcas de 2014, a OAS costeando o alambrado, a Odebrechet coçando a língua— vem o PMDB à boca do palco para informar que o ruim ficará muito pior. Diante do esfarelamento do governo, o principal aliado do Planalto esclarece que, em vez de ajudar Dilma, prefere substitui-la, acomodando na cadeira dela o vice Michel Temer, reconduzido ao comando do partido.
    Na convenção nacional do PMDB, realizada neste sábado, Dilma apanhou indefesa. E o partido marcou data para deliberar sobre a proposta de rompimento com o governo: até 30 dias. A fixação do prazo de um mês impõe à cena uma certa ponderabilidade cômica. Como a do sujeito que diz que vai quebrar a cara do outro, mas leva tanto tempo para levantar da cadeira que acaba comprometendo a seriedade da ameaça.
    Porém, o PMDB aprovou também uma moção proibindo seus filiados de aceitar cargos no governo, sob pena de expulsão. Fez isso numa hora em que Dilma promete enviar ao Diário Oficial a nomeação do deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) para a pasta da Aviação Civil. É como se o partido desejasse realçar que fala tão sério que, contrariando sua natureza fisiológica, passou a recursar cargos.
    O PMDB já demonstrou que pode ser a favor de tudo e contra qualquer outra coisa. Mas, no momento, parece decidido a provar que está contra Dilma e a favor de si mesmo. Enxerga na crise a perspectiva de trocar as seis cadeiras que ocupa na Esplanada pela poltrona de presidente da República, à qual Michel Temer chegaria pela via do impeachment.
    Se fosse possível ao brasileiro ficar sentado de frente para um ponto imóvel da política nacional por um tempo indeterminado, veria acontecer de tudo, além de perceber que o PMDB passaria várias vezes, em várias direções —todas elas conduzindo para um mesmo lugar: o poder.
    Considerando-se o faro do PMDB, se a legenda toma distância da presidente da República, é porque passou a enxergar na impotência de madame uma oportunidade a ser aproveitada. Dilma ainda dispõe de dois anos e nove meses de mandato. Mas o PMDB trata sua gestão como um cadáver esperando na fila para acontecer.
    Neste domingo, o asfalto roncará. Se o ronco for alto, o PMDB, depois de usufruir de todas as benesses que o poder compartilhado lhe ofereceu, desembarcará da parceria com o PT em grande estilo, como um navio que abandona os ratos. Ninguém está prestando muita atenção. Mas personagens como Eduardo Cunha e Renan Calheiros estão a bordo do PMDB. Ao discursar, Michel Temer disse que um dos objetivos do PMDB é “resgatar os valores da República.'' A promessa só vale até certo ponto. O ponto de interrogação.