quinta-feira, 7 de abril de 2016

ECONOMIS DIZ QUE NÃO É GOLPE

Dilma, seus aliados e simpatizantes defendem que o processo de impeachment é golpe (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Em artigo publicado nesta quinta-feira, 7, a revista inglesa Economist rejeita a estratégia da presidente Dilma Rousseff e de seus defensores de caracterizar o atual processo de impeachment contra a presidente como um golpe de Estado.
“Denunciar supostos golpes tornou-se parte do kit de propaganda da esquerda”, denuncia a revista. “O governo de Nicolás Maduro na Venezuela constantemente os aponta, sendo o mais recente atribuído a uma lei que concede anistia a presos políticos. No ano passado, Evo Morales, presidente da Bolívia, alertou para um ‘golpe de Estado judicial’ contra a então presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, porque um juiz propôs investigá-la”.
Leia também: Chico Buarque convoca ato pró-Dilma durante votação do impeachment 
Para a revista, aqueles que regularmente denunciam golpes têm uma visão seletiva da democracia. “Morales parece pensar que todos os tribunais devem ser um apêndice do Executivo, já que estão sob seu governo. Maduro, que foi eleito em 2013 com 7,6 milhões de votos (50,6% do total), nega toda a legitimidade da Assembleia Nacional, conquistada pela oposição em novembro passado com 7,7 milhões de votos (56% do total). Esta é a perversão, e não a defesa, da democracia.
Aos mal informados, a revista explica que golpe envolve a tomada do poder através da ameaça ou do uso inconstitucional de força por parte de um pequeno grupo. “Este não é o caso do Brasil”, diz, acrescentando que a investigação de corrupção no país é dirigida por promotores e juízes independentes e que a Constituição permite o impeachment por uma maioria de dois terços no Congresso.
A Economist afirma que os delitos fiscais da presidente qualificam como crime sob a lei de impeachment e que o seu afastamento seria “um ato constitucional com uma base jurídica, ainda que frágil”. No entanto, isso não significa que seja sábio fazê-lo, acrescenta, e em seguida faz um prenúncio sombrio: “[o impeachment] irá dividir o Brasil e envenenar a política durante anos”.
A revista aponta, no entanto, que Dilma já não governa mais e que o país não suportará mais três anos desta situação. “Em sistemas parlamentaristas governos nessas circunstâncias geralmente caem. Em sistemas presidenciais essa desintegração é traumática. Felizmente, os dias em que ela desencadeava golpes reais na América Latina ficaram no passado”.
A Economist propõe que, caso o vice-presidente Michel Temer seja afastado junto com Dilma, a melhor solução é convocar novas eleições.
“Uma eleição geral antecipada requer uma emenda constitucional rápida”, diz a revista. “Da próxima vez que os brasileiros saírem às ruas, é o que deveriam exigir. Esta seria a melhor maneira de defender a democracia.”

quarta-feira, 6 de abril de 2016

MÉDICOS CUBANOS

PF descobre que Cubanos usam diploma falso, "Nunca se formaram em medicina" diz PF

A Polícia Federal descobriu grande quantidade de diplomas falsos entre médicos cubanos do “Mais Médicos”, programa eleitoreiro do PT na tentativa de eleger o Alexandre Padilha a governador de SP. Alexandre Padilha é aquele que comprou viagra superfaturado no MS com o dinheiro do SUS.

Esses falsos médicos descobertos não cursaram medicina alguma! Existem “médicos” inscritos no programa que nunca sequer cursaram medicina. A Polícia Federal deflagrou a operação contra um esquema de fraude na emissão de diplomas falsos de medicina que eram revalidados para o exercício da profissão no Brasil e participação no programa Mais Médicos.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início depois que a Universidade Federal do Mato Grosso entrou em contato com universidades bolivianas (Universidad Nacional Ecológica, Universidad Técnico Privada Cosmos e Universidad Mayor de San Simon), que confirmaram que entre os inscritos no programa de revalidação, 41 nunca foram alunos ou não concluíram a graduação nessas instituições.



Na análise dos documentos, a Polícia Federal constatou que desses 41 inscritos, 29 foram representados por advogados ou despachantes que fizeram a inscrição dos supostos médicos no Programa Revalida. Ainda de acordo com a PF, os acusados vão ser intimados a prestar esclarecimentos e poderão ser responsabilizados pelos crimes de uso de documento falso e falsidade ideológica.

Perguntado sobre a operação, após participar do programa Bom Dia, Ministro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse não ter conhecimento da operação, mas considerou positiva qualquer atitude para coibir fraudes. “Uma ação como essa é muito bem-vinda”, frisou.

terça-feira, 5 de abril de 2016

BOLSA FAMILIA

Família contra o impeachment
DEFESA CONTRA IMPEACHMENT

Defesa de Dilma deve usar Bolsa Família contra o impeachment

A defesa será apresentada na comissão especial da Câmara que analisa o processo de impeachment

Defesa de Dilma deve usar Bolsa Família contra o impeachment
Estratégia de defesa vai seguir a linha de que a presidente tomou uma decisão que ajudou a preservar importantes programas sociais, como o Bolsa Família (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Nesta segunda-feira, 04, será apresentada a defesa formal da presidente Dilma Rousseff na comissão especial da Câmara que analisa o processo de impeachment. A reunião está prevista para começar às 14h e a defesa da presidente será apresentada às 16h30. José Eduardo Cardozo, o advogado geral da União, deve falar por duas horas. A estratégia de defesa vai seguir a linha de que a presidente não cometeu crime de responsabilidade e tomou uma decisão que ajudou a preservar importantes programas sociais, como o Bolsa Família, por meio do que os acusadores chamam de “pedalada fiscal”.
Leia mais: ‘Impeachment sem crime é golpe’, diz Dilma
As negociações da reforma ministerial também serão intensificadas hoje, com encontros com dirigentes do PP e do PR. A presidente pediu a vários ministros, inclusive os do PMDB, que tenham confiança na condução da reforma que ela está promovendo.
O Planalto deve manter três ministros do PMDB: o ministro da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, o de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera e o da Saúde, Marcelo Castro. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB), que é amigo de Dilma, já disse à presidente que pode dispor de seu cargo. Braga poderá voltar ao Senado, reassumindo o mandato de comum acordo, e cuidar de seus planos para concorrer ao governo do Amazonas. Além disso, petistas também querem que a presidente desaloje a ministra da Agricultura Katia Abreu, porque a pasta é sempre cobiçada, e a ministra não tem votos. O PMDB já não contabiliza Kátia Abreu como ministra do partido, e ela já busca nova filiação.
No último domingo, a presidente publicou uma mensagem no seu Facebook pessoal repetindo a entrevista na qual afirmou que não vai renunciar ao cargo.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

FIQUE SABENDO

Fique Sabendo

EM MEIO AO IMPEACHMENT, DILMA DECRETA SIGILO SOBRE DADOS DE ‘PEDALADAS'


(Publicado originalmente em http://br.blastingnews.com/brasil)
Dívida com a Caixa por gestão de programas sociais é mantida em segredo.
A presidente Dilma Rousseff decidiu deixar em sigilo a dívida da Caixa Econômica e quem são os devedores do banco em relação aos programas sociais do governo. A informação foi publicada neste domingo, 03, pelo jornal O Globo. A advocacia Geral da União, a AGU, tentou, sem sucesso, fazer com que o governo pagasse o banco estatal, mas até agora não conseguiu. A retirada de dinheiro do banco com recursos fora do orçamento são chamadas de "pedaladas fiscais". Esse é um dos objetos do processo de impeachment contra a presidente. O governo contrata a Caixa para fazer fluírem o 'Bolsa Família' e outros programas sociais, mas para isso, obviamente, assim como qualquer instituição financeira, precisa receber um valor para os serviços prestados. O problema é que até agora boa parte desse dinheiro não foi pago à Caixa.
Mas porque o caso é conhecido como pedalada?
O que acontece é que o governo de Dilma continua colocando para frente o pagamento das tarifas bancárias. Aos poucos, isso foi se transformando em uma bola de neve e ninguém sabe ao certo quanto realmente o governo está devendo o maior banco do país. A coisa ficou tão complicada que até a justiça federal entrou em cena e cobra uma parte desse pagamento. No entanto, a dívida completa, como ela é composta e que programa social deixou de pagar o quê continuará em profundo segredo.
O Tribunal de Contas da União, o TCU, solicitou à Caixa todo o detalhamento dessa dívida, mas o balanço apontado pelo banco, segundo O Globo, foi demonstrado de maneira genérica. No ano de 2015, por exemplo, a dívida que a Caixa tinha a receber era de R$ 1,9 Bilhão apenas por administrar os programas sociais. Em 2014, essa dívida era apenas R$ 80 milhões maior, ou seja, o governo não tem conseguido corrigir essa diferença. O problema é que o montante que é devido e foi exposto pela Caixa não envolve só os serviços de fundos sociais do governo federal, mas de todos elas, incluindo o que é feito pelo setor privado, municípios e estados, o que mais uma vez impossibilita que os brasileiros tenham uma ideia da dívida do governo Dilma com a Caixa.
 

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DILMA EM PRIMEIRÍSSIMO LUGAR ENTRE OS MAIS DECEPCIONANTES LÍDERES MUNDIAIS

No dia 30 de março, a revista Fortune abriu uma consulta para identificar, na opinião dos visitantes de sua página na internet, qual o líder mais decepcionante do mundo. A lista  para escolha dos votantes inclui 19 políticos e gestores públicos e privados selecionados pela publicação.
Sem causar maiores surpresas, a presidente do Brasil saltou na ponta e tem para mais ninguém. Neste momento em que escrevo (10h15min do dia 4 de abril), Dilma já somou 328 mil votos. Rick Snider, governador do estado de Michigan, tem 16 mil. É o segundo colocado.
Note-se: a revista é norte-americana, seus leitores são principalmente do Hemisfério Norte e é redigida em inglês...
 

terça-feira, 29 de março de 2016

LULA PEDE ASILO

planeja pedir asilo à Itália para evitar prisão, diz revista

A embaixada italiana no Brasil desmentiu a reportagem publicada pela revista Veja


Lula planeja pedir asilo à Itália para evitar prisão, diz revista
Lula teria resolvido se envolver pessoalmente no plano de deixar o país após ter sua posse como ministro suspensa (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)
Uma reportagem publicada pela revista Veja afirma que o ex-presidente Lula tem um plano secreto caso tenha sua prisão decretada: pedir asilo a uma embaixada, de preferência a da Itália.
De acordo com a revista, o pedido de asilo seria feito após a negociação de uma espécie de salvo-conduto no Congresso, o que daria a Lula a permissão para se deslocar da embaixada até o aeroporto sem ser detido, e, posteriormente, voar para o país do asilo.
A reportagem afirma ainda que, após ter sido levado coercitivamente para depor no âmbito da Operação Lava Jato, Lula se reuniu com seus principais conselheiros. Eles discutiram duas alternativas: intervir no governo Dilma, com Lula assumindo de fato o comando do país, ou o ex-presidente deixar o país e se apresentar como vítima de uma perseguição política. Entre as opções de destino estavam Cuba, Venezuela, França e Itália.
Após a suspensão da sua posse como ministro da Casa Civil, Lula resolveu se envolver pessoalmente no plano de deixar o país, que até então vinha sendo articulado sem sua intervenção direta.
Um pequeno grupo de advogados e políticos se reuniu em Brasília para detalhar de forma mais concreta o plano de emergência e decidiu que, mesmo sem uma posição do embaixador italiano, a melhor opção para o ex-presidente era a Itália. A ex-primeira-dama Marisa Letícia tem cidadania italiana e o direito é extensivo aos filhos do casal.
Na última sexta-feira, 25, a embaixada italiana no Brasil desmentiu a reportagem publicada pela revista “Veja”, que afirmou que Lula e seus aliados teriam conversado com o embaixador Raffaele Trombetta sobre um plano para conceder asilo político ao ex-presidente na Itália.
Na reportagem, a Veja afirmou que o embaixador promoveu um jantar em Brasília no último dia 16 de março para cerca de 40 convidados, incluindo aliados de Lula, no qual teriam sido discutidas as consequências do ex-presidente solicitar asilo à embaixada italiana.

segunda-feira, 28 de março de 2016

CENÁRIO DA CRISE


CENÁRIOS DA CRISE

Brasil virou um cemitério de fábricas

No ano passado, mais de quatro mil fábricas foram fechadas somente em São Paulo. Produção industrial acumula recuo de 8,7%

Brasil virou um cemitério de fábricas
Entre novembro e janeiro do ano passado, a indústria perdeu 1,131 milhão de vagas de trabalho (Foto: Wikipédia)
A prolongada crise econômica está transformando o Brasil em um cemitério de fábricas. Segundo um levantamento da Junta Comercial do estado de São Paulo, mais de quatro mil fábricas atuantes no estado fecharam suas portas no ano passado, número 24% maior que o de 2014.
O problema se repete em todo o país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, entre novembro e janeiro, a indústria brasileira perdeu 1,131 milhão de vagas, número recorde para o trimestre. No acumulado do ano passado, as indústrias cortaram em 6,2% o número de pessoas contratadas no setor.
Entre os motivos para os fechamentos e demissões em massa estão baixa demanda, altos impostos e alto custo da energia, juros altos e falta de investimentos.
Desindustrialização 
No ano passado, a produção industrial brasileira acumulou queda de 8,7%, o maior recuo desde novembro de 2009, segundo o IBGE. O declínio da atividade industrial foi mais acentuado nas indústrias de alta intensidade tecnológica, uma categoria que inclui a de produtos farmacêuticos, informática, eletroeletrônicos, equipamentos de comunicação e de aparelhos médios e de precisão. Nesses setores, a retração foi de 19,8%, uma alta nunca registrada neste século. Não há expectativa de melhora neste ano.
O desempenho industrial brasileiro no quarto trimestre de 2015 também ficou na lanterna quando comprado às principais economias globais. A produção nacional caiu 12,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Já a produção mundial registrou crescimento de 1,9%. A produção da Rússia, que também enfrenta uma crise, teve queda de 5,7% no quarto trimestre. Na América Latina como um todo, o recuo foi de 4%.

quinta-feira, 24 de março de 2016

DILMA E JORNALISTAS

BRASÍLIA - Em café com jornalistas estrangeiros, a presidente Dilma Rouseff disse nesta quinta-feira que não é uma mulher fraca. Segundo o diário inglês The Guardian, a presidente insistiu que não há justificativa legal para o impeachment e que qualquer tentativa de tirá-la do poder ilegalmente deixaria cicatrizes profundas na democracia brasileira. Na entrevista de 90 minutos a seis veículos internacionais, Dilma disse que a paz vai reinar no Brasil quando começarem as Olimpíadas.
A presidente também repetiu que não irá renunciar e afirmou que qualquer tentativa de tirá-la do poder sem justificativa legal seria golpe.
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— Por que eles querem que eu renuncie? Por que sou uma mulher fraca? Não, eu não sou — disse Dilma, segundo o Guardian.
A publicação afirmou que Dilma explicou que seus rivais políticos querem que ela renuncie para "evitarem a dificuldade de a removerem de forma injustificável, ilegal e criminosa".
The Guardian conta que Dilma apontou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que deu início ao processo de impeachment, é réu por corrupção. Na entrevista, diz o jornal inglês, a presidente afirmou que a oposição não aceitou a derrota apertada que sofreu nas últimas eleições e vem lançando mão da estratégia do "quanto pior, melhor", sabotando a agenda legislativa e afundando o país.
Dilma se disse favorável aos protestos, porque veio de "uma geração em que se você abrisse a boca poderia ir para a prisão". Ela pontuou, no entanto, que os que foram às ruas pelo impeachment representam menos de 2% da população brasileira. A presidente também criticou "métodos fascistas" usados por alguns opositores.
Ao repetir o discurso que tem adotado diariamente, de que impeachment sem justificativa é golpe, Dilma disse aos jornalistas estrangeiros que o golpe de agora não se assemelha ao golpe militar da década de 60.
— Eu não estou comparando o golpe de agora com os golpes militares do passado, mas seria a ruptura da ordem democrática do Brasil — disse, segundo o Guardian.
A presidente também defendeu aos jornalistas estrangeiros a nomeação de Lula para ministro da Casa Civil, dando a mesma justificativa que vem dando publicamente: que um ministro não é imune às investigações e questionando se a Suprema Corte não é boa o suficiente para investigá-lo.
Segundo os repórteres do Guardian, Bruce Douglas e Jonathan Watts, Dilma estava animada e calma ao longo de toda a entrevista e só demonstrou irritação quando perguntada sobre a decisão do juiz Sérgio Moro de divulgar as conversas que teve com Lula, o que ateou mais fogo na crise política. Ao defender que houve violação da privacidade, dizem os jornalistas, Dilma bateu


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/dilma-diz-jornalistas-estrangeiros-que-nao-uma-mulher-fraca-18948334#ixzz43qmjwf66
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