quarta-feira, 1 de junho de 2016

ACRÓSTICO



ACRÓSTICO.
Honório Tonial


Situação deveras inusitada
A clamar urgente providência.
Lei salarial despropositada
A demonstrar cruel prepotência
Recursos visando a moradia,
Ideal de lazer e vestuário?
O elevado preço da alimentação.

Mais saúde e plena educação,
Instintos de uma infeliz ironia.
Na higiene e transporte diário,
Instituto de previdência social.
Medidas de justiça e de moral.
O sustento de uma família ideal.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

terça-feira, 24 de maio de 2016

CRISE VENEZUELA

Brasil e Argentina irão mediar crise venezuelana

Pesquisas indicam que a maioria dos venezuelanos quer que o presidente Nicolás Maduro saia do cargo


Brasil e Argentina irão mediar crise venezuelana
Esta foi a primeira viagem oficial de Serra após assumir a pasta (Foto: Jessika Lima/AIG-MRE)
O Brasil e a Argentina vão trabalhar juntos para tentar encontrar uma solução para a crise política venezuelana.
Leia mais: Crise de energia na Venezuela agrava situação econômica
Leia mais: Não existe impeachment na Venezuela
A Venezuela enfrenta uma crise econômica severa, com a maior inflação do mundo e uma escassez de produtos básicos. Pesquisas indicam que a maioria dos venezuelanos quer que o presidente Nicolás Maduro seja expulso do cargo.
Quem informou que os países têm interesse em fazer essa mediação foi o ministro brasileiro de Relações Exteriores em exercício, José Serra, durante uma conferência de imprensa logo após se encontrar com o presidente argentino Mauricio Macri, na segunda-feira, 23.
Esta foi a primeira viagem oficial de Serra após assumir a pasta durante a suspensão temporária da presidente Dilma Rousseff, diante da abertura do processo de impeachment.
No entanto, o Brasil também está enfrentando uma crise política e sua inflação também está alta. Os laços econômicos entre Brasil e Argentina, as duas maiores economias do continente, foram atingidas pela pior recessão brasileira em décadas.
Os dois países também concordaram em procurar mecanismos que possam ajudar acordos comerciais independentes, em vez de por meio do Mercosul como eles vinham fazendo.
O Merocsul é formado pela Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
 

sábado, 21 de maio de 2016

DILMA RESPALDA LEVY

reclamações

Dilma dá respaldo público a Levy

Presidente afirmou que ministro da Fazenda 'não está desgastado' nem 'isolado' do governo


Dilma dá respaldo público a Levy
Levy colocou em dúvida sua permanência do cargo (Fonte: Reprodução/Alonso Soto/Uol)
Após falar com o ministro da Fazenda por telefone nesta quarta-feira, 2, e ouvir reclamações de isolamento, a presidente Dilma Rousseff fez uma defesa pública de Joaquim Levy.
De acordo com uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, Levy também reclamou de falta de apoio do governo e colocou em dúvida sua permanência no cargo caso não receba apoio do governo.
Em declaração após cerimônia no Palácio do Planalto, a presidente afirmou que Levy “não está desgastado” nem “isolado” no governo, e ainda que “ele participou conosco de todas as etapas da construção desse Orçamento e tem o respeito de todos nós”.
Um aliado de Levy disse que as conversas do ministro com Dilma e também com Michel Temer foram um “desabafo” de alguém que sente que está perdendo as batalhas internas.
A conversa entre Dilma e Levy foi confirmada por um assessor da presidência, que descartou, no entanto, a possibilidade de o ministro deixar o governo.
Assessores de Michel Temer afirmaram que Levy só não deixou o cargo no Ministério da Fazenda porque “tem senso de responsabilidade”.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

ONDE ESTARÁ A PRESIDENTE


AFASTAMENTO

Por onde anda Dilma Rousseff?

Presidente afastada parece ter adotado uma estratégia de esperar para ver, evitando aparições públicas e as redes sociais

Por onde anda Dilma Rousseff?
Dilma, sorridente, antes do afastamento. Desde então ela não aparece em público (Foto: Agência Brasil)
Desde que foi afastada da presidência pelo Senado, a presidente Dilma, que havia prometido “lutar até o fim”, praticamente desapareceu.
Enquanto o presidente interino Michel Temer se acomoda em seu antigo gabinete, introduzindo novos funcionários de governo e anunciando mudanças-relâmpago para salvar a economia, Dilma tem permanecido intocada no Palácio da Alvorada, onde tem autorização para permanecer até o final do julgamento de impeachment no Senado, cujo desfecho parece cada vez mais certo: a sua expulsão permanente do governo.
Dilma, que se diz vítima de uma grande injustiça, não fez nenhuma aparição pública ou realizou eventos para reunir simpatizantes até agora. Ela até parou com os passeios matinais de  bicicleta — algo que  se tornara um ritual diário — e seu feed no Twitter, outrora vibrante, virou um gotejamento repetitivo dos argumentos contra o impeachment que ela vem fazendo há meses.
Analistas dizem que, mesmo se ela estiver profundamente determinada a lutar contra o impeachment, que chama de golpe, suas opções são escassas. Dilma e o PT tentaram combater o processo a cada avanço no Congresso, mas foram implacavelmente derrotados.
O que talvez possa salvá-la está fora de seu controle: o eventual mau desempenho do governo interino de Michel Temer. Por ora, Dilma parece ter adotado uma estratégia de esperar para ver.
Na última terça-feira, 20, ela se reuniu com senadores que votaram contra o impeachment , que a descreveram como relaxada e confiante na sua capacidade de reverter o processo a seu favor. Mas Dilma já falhou na tentativa de conquistar a opinião pública ao enquadrar o impeachment como uma manobra das elites para esmagar uma administração focada em melhorar a vida dos pobres. Pesquisas mostram que a maioria dos brasileiros apoia seu impedimento.
É difícil imaginar qualquer coisa que ela possa fazer agora para ressurgir das cinzas nos próximos meses. O Brasil pode não morrer de amores por Temer, mas está digerindo razoavelmente bem a saída do governo anterior.

sábado, 14 de maio de 2016

O OCASO DE UM MITO

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O OCASO DE UM MITO CHAMADO LULA

por Ruy Fabiano. Artigo publicado em
(Publicado originalmente no blog do Noblat)
Neste momento em que a Operação Lava Jato desconstrói a imagem de Lula, depurando-a de todos os artifícios, instala-se uma espécie de assombro geral nos meios intelectuais e artísticos do país, onde ainda reina forte resistência aos fatos.
Tal depuração baseia-se em alentados registros – e o mais eloquente vem da própria voz de Lula, captada nos recentes grampos telefônicos, autorizados pela Justiça, em que exibe solene desprezo pelas instituições, em especial o Judiciário.
Não se deve apenas aos truques do marketing político-eleitoral a construção da imagem do falso herói. Bem antes do advento dos Duda Mendonça e João Santana, hoje às voltas com a Justiça, Lula já desfrutava de altíssimo conceito redentor, esculpido no âmbito universitário, onde o projeto do PT foi engendrado.
E aqui cabe repetir o bordão lulista: nunca antes neste país, um presidente da República foi brindado com tantos títulos honoris causa por parte de universidades, mesmo sem ter dado – ou talvez por isso mesmo - qualquer contribuição à atividade intelectual.
Ao contrário: Lula e seus artífices difundiram o culto à ignorância e ao improviso, submetendo a atividade intelectual à condição subalterna de mera assessora de um projeto populista.
A epopeia de alguém que veio de baixo e galgou o mais alto cargo da República fascinou e comoveu a intelligentsia brasileira, que o transfigurou em gênio da raça. Pouco interessava o como e o quê fez no poder – questões que agora se colocam de maneira implacável -, mas o simples fato de que a ele chegou.
O símbolo falsificava o ser humano por trás dele. E o país embarcou numa ilusão de que agora, dolorosamente – e ainda com espantosas resistências, – começa a desembarcar.
Fernando Henrique Cardoso, símbolo da nata acadêmica nacional, deixou suas digitais nesse processo. A eleição de Lula, em 2002, contou com sua colaboração. Como se recorda, FHC desengajou-se da campanha presidencial de José Serra, dizendo a quem quisesse ouvi-lo: “Agora, é a vez de Lula”.
Conta-se que, naquela ocasião, ao recebê-lo em Palácio, chegou a oferecer-lhe antecipadamente a cadeira presidencial. Era o sociólogo sucedido pelo operário, ofício que Lula já não exercia há mais de duas décadas. As cenas da transmissão da faixa presidencial, encontráveis no Youtube, mostram um Fernando Henrique ainda mais deslumbrado que seu sucessor.
Lula, na ocasião, disse-lhe: “Fernando, aqui você terá sempre um amigo”. No dia seguinte, cessou o entusiasmo: o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, em sua primeira entrevista, mencionava a “herança maldita” do governo anterior, frase repetida como mantra até os dias de hoje.
E o “amigo” não mais pouparia seu antecessor, por quem cultiva freudiana hostilidade. A erudição, ao que parece, o incomoda, embora a vida lhe tenha proporcionado meios bem mais abundantes de obtê-la que a outros grandes personagens da cultura brasileira, de origem tão modesta quanto a sua, como Machado de Assis, Gonçalves Dias e Cruz e Souza, mestiços que, em plena escravidão, ascenderam ao topo da vida intelectual do país.
O mito Lula começou ainda na década dos 70, em pleno governo militar – e contou com a cumplicidade do próprio regime, que, por ironia, o viu como peça útil na desconstrução da esquerda, abrigada no velho MDB e em vias de defenestrar eleitoralmente o partido governista, a Arena. O regime extinguiu casuisticamente o bipartidarismo, de modo a esvaziar a frente oposicionista.
A frente, em que a esquerda tinha protagonismo, entendia que não era oportuno o surgimento de um partido de base sindical, que a esvaziaria, diluindo os votos contrários ao regime. Lula foi peça-chave nesse processo, concebido pelo general Golbery do Couto e Silva, estrategista político do governo militar.
Há detalhes reveladores em pelo menos dois livros recentes: “O que sei de Lula”, de José Nêumanne Pinto, que cobriu as greves do ABC pelo Jornal do Brasil naquele período, e com ele conviveu; e “Assassinato de Reputações”, de Romeu Tuma Jr., cujo pai, o falecido delegado Romeu Tuma, então chefe do Dops, foi carcereiro de Lula, no curto período em que esteve preso.
Tuma e Nêumanne convergem num ponto: Lula foi informante do DOPS, o que lhe facilitou a construção do PT, a cujo projeto se agregariam duas vertentes fundamentais - a esquerda universitária paulista e o clero católico da Teologia da Libertação.
Essa gênese explica a trajetória vitoriosa do partido: o clero proporcionou-lhe a capilaridade das comunidades eclesiais de base e os acadêmicos prestígio e acesso à grande mídia.
A ambos, o PT retribuiu com Lula, o símbolo proletário de que careciam para forjar o primeiro líder de massas que a esquerda brasileira produziu e que a levaria, enfim, a vencer eleições presidenciais. Deu certo – e deu errado.
Lula chegou lá, mas corre o risco de concluir sua trajetória na cadeia. Os acertos de seu primeiro governo derivam da rara conjunção de uma bonança econômica internacional com os ajustes decorrentes do Plano Real. Finda a bonança e desfeitos os ajustes, restou a evidência de que não havia (nunca houve) um projeto de governo – e tão somente um projeto de poder.
A Lava Jato, ao tempo em que reduz Lula a seu exato tamanho, político e moral – e, ao que se sabe, há ainda muito a vir à tona -, mostra o que fez, à frente do PT e do país, para que esse projeto se consolidasse e o eternizasse como pai dos pobres – uma caricatura de Vargas, com mais dinheiro e menos ideias.
De gênio político, beneficiário de uma conjuntura que desperdiçou, lega à posteridade sua grande obra: Dilma Rousseff, personagem patética que tirou do anonimato para compor um dos momentos mais trágicos da história da República.
O historiador do futuro terá o desafio de decifrar o que levou a inteligência do país – cujo dever de ofício é antever e evitar tais desvios - a embarcar num projeto suicida, a serviço da estupidez, não hesitando em satanizar os que a ele se opõem.
*Jornalista

quinta-feira, 12 de maio de 2016

GRITA BRASIL


Em cartaz: o ‘the end’ do PT
A coluna Grita Brasil é publicada às quintas
Dilmamaio
Xiiii, vai dar ruim!! Poxa, amo tanto tudo isso!!!!
É hoje que o futuro do Brasil será votado pelo Senado. Futuro sim, mas não a certeza de que tudo será cor de rosa e florido caso depois de 180 dias afastada definitivamente do poder, Dilma deixe o governo pela porta dos fundos.
Pessimista? Eu? Ou seria um cidadão de dupla nacionalidade com pés, mãos, cotovelos, joelhos no chão?
Hoje, depois de quase 13 anos gritando, por precaução, acho melhor ver as coisas acontecerem do que já criar uma expectativa para depois ter que me esgoelar mais ainda colocando o dedo na ferida e pedindo, no nosso caso, quase que suplicando que nossos políticos que juraram lutar por nós e nosso país realmente façam o que disseram que iriam fazer.
E engraçado é que agora como motorista do Uber consigo ter uma visão ainda mais triste da total desesperança que se abateu nas pessoas. E no nosso país.
Sim, acredito que Dilma será afastada. E sim, também que 180 dias não serão suficientes para que o vice-presidente que virará presidente, Michel Temer, consiga reunir ações que façam as pessoas começarem a acreditar.
Entre fazer, acontecer e acertar existe um abismo colossal.
E cá entre nós, depois de 13 anos de um governo petista que fez o que quis com nosso país, e depois de assistir em cadeia nacional nossos deputados jurando amor à pátria, ao Brasil, quando da votação do processo de impeachment, não se pode esperar muita coisa. Mas infelizmente quem colocou eles dentro dessa redoma foram vocês. E que a carapuça sirva para quem servir. Mas isso é fato.
É claro que em cadeia nacional todos viram cordeiros, mas a maioria lá até prova o contrário: são lobos esperando o momento certo do bote. Igual a tal jararaca que o Lula jura ainda estar viva.
Sei que esse poderia ser um texto de alegria, para encher nossos corações de esperança, mas um conselho, melhor não cantar vitória antes. Não que eu torça para que o país não dê certo. Eu só sou hoje todo desconfiado.
E tentem não se iludir se uma ou outra ação de Temer faça com que você ache que agora vai. Espero que vá mesmo, mas só acredito vendo.
Só vou começar a acreditar quando vir nas manchetes que o país nunca contratou tanto como antes. Que a inflação está abaixo da meta, que a moeda está forte. Que as agências de risco começaram a ver o Brasil com outros olhos e estão reclassificando o país com pontos positivos e sinalizando ao mercado que agora vai. Agora você pode investir no Brasil. Ver também o comércio começar a dar pulos de alegria porque as vendas voltaram, e que as placas de PASSO O PONTO sumam dos letreiros das lojas fechadas.
Antes disso começar a acontecer… Enfim… vocês já sabem.
Mas ATENÇÃO! Não se iludam que se o PT realmente deixar de vez o poder eu vou baixar minha guarda e achar tudo maravilhoso.
Não vou achar. Gostaria de ver. Existe uma diferença nisso. Espero que isso vocês vejam.
E quando 2018 chegar?
Bem…aí temos um problema.
É ano de Copa do Mundo. Já terão se passado dois anos do provável impeachment da presidente Dilma e por experiência própria sabemos que o povo tem memória muito curta.
Se não tivesse a tal da memória curta, muitos, muitos mesmos, deputados, senadores nem estariam onde estão. Mas essa síndrome (memória curta) é mortal para o país. Diria até pior que a chikungunya e o zika. Pois essa síndrome tem um ciclo próprio de quatro anos, ou quando um dos focos é defenestrado de seu posto.
Além disso, ainda existe o fato de que o provável governo Temer possa não ser bom. Se for mediano, menos pior, mas pode ser também um desastre.
Se for um desastre ou não atingir resultados suficientes para agradar o povo para que não haja nenhum sentimento de saudades do PT no poder. E se o Lula não estiver preso. Sempre existirá essa possibilidade.
Atentem para isso.
No mais… Boa sorte Brasil.